Pesquisar este blog

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Universo de um instante - capítulo 9


Passageiros
1

- Por Deus, o que está acontecendo? - resmungou-se o pianista - Carolina, Carolina, acorde, responda! - Mas ela não respondia, deitado em seus braços só restava o corpo da menina, pois a mente estava em outro lugar.
- Menina, você pode por favor ir la fora e chamar Suzana? É uma moça de blusa azul.
- Tudo bem - Respondeu Alice, e saiu do bar com pressa

2
- Suzana, rápido! A Carol desmaio... - Alice ficou atônita quando viu o corpo de seu pai no chão. Não tinha palavras a dizer mas seus olhos arregalados entregavam o desapontamento. Prometera para si mesma que veria seu pai novamente neste dia, mas nunca gostaria de vê-lo desta maneira. Os três que ainda restavam fora do bar a fitavam (exceto o cego que não enxergava a mais de um palmo de seu rosto) com grande pesar.

- Ele.... ele, morreu? - Aos prantos a guria perguntou
Suzana e Juliano baixaram as cabeças em um sentimento de tristeza compartilhado. Em seguida olharam para o homem alto de sobretudo, que tinha dito que Antônio na realidade não tinha morrido. Suzana, que tinha tentado salvar a vida dele, e certificou-se de que seu coração parara de bater, queria saber se o cego continuaria com aquela mentira até mesmo para uma menina ingênua

- Vamos todos entrar no bar. - Falou o homem, e pegou o corpo estendido no chão e colocou sobre seus ombros.

3
Quando eles entraram no Versálias, os sinos tornaram a badalar. O homem os olhou como quem tivesse visto um fantasma.
- Ja ouvi esses sinos antes, mas onde? - Ele pensou.

Quando viu a entrada das pessoas, Renato chamou por Suzana, para que ajudasse Carolina que estava ainda desmaiada. Ela fez uma análise do que poderia ter acontecido, pegou um óculos e aproximou de sua boca para ver se ainda estava respirando, não estava; seu rosto estava gelado e pálido; e o pior, colocou a mão em seu coração e não batia mais. Olhou para Renato em tom choroso, então sentiu uma mão em seu ombro, era o homem de preto.

- Espere, ela tambem não está morta. Garoto, me arranje um lugar alto para colocar os dois corpos. - Renato ajudou prontamente. - Eu preciso de alguem que esteve nesse bar o dia inteiro. - Juliano se acusou - Me diga uma coisa, quantas vezes esses sinos tocaram hoje?

Juliano possuía uma excelente memória, então vasculhou-a para saber quantos clientes entraram no bar.
- Entraram 12 clientes hoje, mais Carol quando entrou com a menina, depois eu saí, então Renato saiu, e entrou de novo. Depois a menina saiu, e todos nós entramos. 18 vezes.
- Hum... Tem certeza?
- Absoluta.
- Está certo, então talvez essa não seja...
- Espere, teve mais uma vez, que os sinos tocaram, mas ninguem entrou, pode contar essa.
- AH! Fantástico, 19 vezes.
- O que isso tem a ver com tudo o que aconteceu? E por que voce disse que meu pai não está morto? - perguntou Alice.
- Já explicarei. Mas entendam que 19 é um número muito poderoso de onde eu venho.
- E de onde você vem? - Renato indagou
- De outro mundo.


continua...

2 comentários:

  1. Continua logo que estou doida pra ler o restante. Eletrizante.

    http://etudotaocotidiano.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. tem um presente pra você no meu blog.
    Bjs

    Você pode copia-lo para seu blog e indicar na postagem quem gostaria de presentear.


    http://etudotaocotidiano.blogspot.com/

    ResponderExcluir