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terça-feira, 30 de junho de 2009

A lição da semente !

Olhe para a semente, mas veja a árvore !

Uma semente não tem dúvidas de sua natureza; ela simplesmente aguarda, pacientemente, o momento certo e o solo adequado para germinar e crescer até manifestar completamente a sua natureza interior.

Uma semente de maçã tem a macieira em forma de projeto dentro de si.

Mais do que isso; ela tem, potencialmente, os frutos, que se tornarão alimento para outros seres.

Algumas sementes podem passar meses, anos, séculos aguardando o ambiente propício para brotarem, sem perderem a força, o ideal, a natureza.

Essa capacidade das sementes chama-se “Dormência” e é um mecanismo de sobrevivência da mesma para propagação da espécie.

Recentemente uma equipe de botânicos e biólogos liderados por Sarah Sallon, do Centro de Pesquisa de Medicina Natural L. Borick, decidiram plantar sementes de tamareira com cerca de 2.000 anos de existência, que foram encontradas em escavações em 1963, na antiga fortaleza do rei Herodes, em Masada, perto do Mar Morto.
(http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2008/06/13/semente_de_2_000_anos_germina_vira_planta-546787909.asp , site do jornal O Globo, em 22/06/2009 ).

A semente da tamareira germinou, transformando-se no modelo que não se perdeu durante os 2.000 anos de espera. Curiosamente a planta foi apelidada de Matusalém.

Uma das grandes missões nossas neste plano é aprendermos a olhar além do que se mostra aos nossos olhos.

Quando iniciamos um projeto, nosso desejo é vê-lo pronto, acabado, funcional e perfeito.

Quando iniciamos um relacionamento, a nossa vontade é que tudo se desenvolva de forma perfeita, harmoniosa, feliz e maravilhosa.

Quando criamos os filhos, nosso coração bate mais forte só de imaginá-los crescendo alegres, sadios, maravilhosos e perfeitos.

No decorrer do projeto, do relacionamento, da criação dos filhos e de outras coisas de nossas vidas podem ocorrer situações que nos façam perder de vista a visão idealista daquilo que objetivamos.

No caso do projeto, por exemplo, pode faltar dinheiro para a conclusão do mesmo, podem faltar materiais, o prazo pode não ser suficiente e podem ocorrer outras situações que tragam desânimo, pessimismo ou estresse.
Aí entra a lição da semente.

Quem de nós consegue olhar para a semente de um projeto e vê-lo como uma árvore crescida rendendo os frutos esperados?

Quem de nós consegue esperar o tempo certo de germinação, brotamento e desenvolvimento do projeto?

Quem de nós consegue manter-se fiel aos seus ideais durante as intempéries?

A lição da semente nos ensina a olhar a semente da maçã, por exemplo,
e ver as maçãs já colhidas.

Se acreditamos em nossos sonhos e ideais, é necessário termos essa mesma determinação em relação a eles.

A Natureza que criou as árvores e as plantas é a mesma que nos criou.

Temos a capacidade de semear idéias.

Temos a capacidade de transcender o que está manifestado e vermos além;
muito além ...

Temos a capacidade de ver o nosso ideal perfeitamente concretizado.

Quanto mais visualizarmos a realização perfeita do nosso projeto, mais estaremos contribuindo para a execução correta do mesmo.

Da idéia inicial à conclusão do projeto, a nossa mente exerce forte influência na manifestação do mesmo.

Pensamentos positivos e confiança são como adubo para as nossas idéias.

Visualizando o nosso projeto perfeitamente concluído, estamos nutrindo-o, como o solo nutre o broto da planta que está crescendo.

Certamente você conhece aquela experiência em que se coloca um grão de feijão para germinar em um algodão molhado.

Se deixarmos o algodão secar, o broto nem se formará ou, se já tiver brotado, morrerá.

Além da água, ele precisará também da luz do Sol.

Assim como o broto se desenvolve na direção da luz solar, nossos projetos se desenvolverão na direção de nossas expectativas.

Iluminemos nossos projetos com a luz do pensamento e das palavras positivas.

Quem planta, colhe.
Plantemos nossos sonhos, reguemo-los frequentemente, alimentemo-los adequadamente e tenhamos a paciência necessária para aguardar o seu desenvolvimento, sem perder de vista os frutos ideados.

Aprendamos com a semente !


Assista um vídeo deste material no Youtube :
http://www.youtube.com/watch?v=iZnb5kISNjo

Baixe a apesentação em PowerPoint no site :
http://www.eticamente.com.br/ ( a partir de Agosto/2009 )

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Rota 21-capítulo 4.

Havana, Cuba; 08 de fevereiro – 8h 10 min.

Rafael e Robson chegam através do aeroplano num local bem longe do centro, aterrisam e vão num desmanche mostram o endereço e pergunta a alguém se sabe onde é o local.
Rafael volta.
-Ele disse aonde é?
-É só seguirmos direto.
Chegam a uma plantação de maconha disfarçada numa plantação de feijão e ver uma casa.
-Deve ser ali.
Aparece um pit bul rosnando para eles, logo depois um homem com uma cicatriz horrível no rosto, manda o cachorro para dentro de casa, este obedece, e como prêmio recebe carinho do dono, nem parece o mesmo cachorro que mostrou os dentes para eles de tão manso que estava.
Depois são convidados para entrar e aparece um senhor aloirado que estava na casa e que não era cubano.
-Vi que o senhor tem uma plantação de maconha, vinhemos oferecê-lo cocaína, vai ganhar muito mais do que ganha vendendo maconha. -Rafael
-Não sei.
O inglês vira para o homem com cicatriz e explica ao homem de cicatriz o que os moços vinheram fazer ali em inglês.
-Brasilhenos? –o homem de cicatriz pergunta.
-Sim.-responde Rafael.
O de cicatriz encurrala Robson numa parede e começa o revistar.
-Pêra ê!
-Não são tiras não?
-Se fossemos tiras teríamos 5 quilos de cocaína em nossa mão por acaso? –Rafael coloca os pacotes na mesa.
O inglês abre um dos pacotes com uma faca e cheira o material.
-É da boa garanto.
O de cicatriz solta Robson e o inglês abre uma gaveta e entrega dinheiro nas mãos de Rafael.
-Só tenho 500 pratas. Tá fechado?
-Certo, vamos Robson, prazer conhecê-los e se retiram.
-Estranhos não?
-Quero sair logo daqui.
Depois foram para o centro, comprar algumas coisas, Rafael comprou uma boneca para a filha. Havana era uma cidade parada no tempo, apesar de ser a capital, os carros eram já velhos, por todo lado se via soldados do exército, como uma boa ditadura deve ser.
-Você tem uma Bíblia em sua mala. É religioso?
-É, sou.E você como veio parar nisso aqui?
-Sou viciado em cocaína, parei na cadeia por matar meu irmão, você não acreditaria se eu dissesse que foi acidente.
-Por que não?
-Nem meus pais acreditam.
-Você ainda é jovem, dá ainda para sair dessa vida.Eu fui traficante de heroína nos fins da década de 80, era um dos mais procurados do Rio de Janeiro, era conhecido como Aranha Negra.era famoso, muita gente comprava da minha mão.Dei até entrevista na televisão.Não vou dizer que não tive oportunidade, eu tive, eu era aluno de uma ONG de um padre bem velinho.Sabia que tinha perdido muitos amigos para o narcotráfico, a maioria já estão mortos.Mas para todos os lados eu via aquela vida, eu só conhecia aquela, era meninote, me fascinei pelo perigo, quando vi já era dono de uma boca de fumo.
Carolina acorda uma das meninas e a leva para uma sala, todas acordam assustadas.Depois de cinco meninas é a vez de Ângela, ela é levada pelo braço por Carolina até a sala.
-Deite na mesa.
-A mesa era de cerâmica, Ângela tira a parte de cima da roupa, está chorando e tremendo, ela deita na mesa, André Luís está com luvas nas mãos, uma toca e a máscara.
Aplica a anestesia.
-A anestesia vai durar pouco, por isso se sentir dor morda esse pano.
-Na sala.
-Você é modelo mesmo?
-Sou, fiquei desempregada durante um ano, aí apareceu a oportunidade da agência. – ela chorando - Qual é o seu nome?
-Yasmim.
-Paloma. – se dão as mãos.
Carolina sai da sala.
-Vem comigo. – chama Sílvia – Vem porra!
Elas saem do prédio e vão até um mercado.
-O que está havendo?
-Cale a boca e me ajuda a pegar as coisas.
-Tesoura. – pega a tesoura.
-Ali a linha de costura.
Voltam e Sílvia volta a ficar com as meninas.
-O que está acontecendo? Minha amiga está na sala? – yasmim chorando.
-Acalme-se querida. – Paloma a abraça.
Na sala.
-O sangue não estanca. – as luvas já estão vermelhas de sangue, ele está suando e tremendo e está fumando um cigarro.
Ângela está chorando e mordendo o pano com força.
-Ah! Eu não quero morrer... Por favor.
As meninas escutam.
-Eu quero ir ver como está minha amiga. – as outras meninas seguram Yasmim, que está descontrolada.
Na sala, Ângela morre, mas conseguem tirar a cocaína.
-Ela teve uma infecção. –André senta numa cadeira – Eu nunca perdi um paciente –chorando.
Entra Paulo.
-Temos que nos livrar do corpo, Carolina limpe o local que o trabalho continua, vem comigo.
Carolina sai da sala e ver as meninas, Yasmim está chorando, ela vai até Ângela, ela se ajoelha diante do corpo chorando.
Paulo e André Luís a noite levam o corpo e o jogam num lixão e colocam lixo por cima do corpo para esconde-lo.
Paula e Pierre estão na Lapa, já é de noite, vêm garotos e pegam droga na mão de Pierre para vender pelas ruas, prostitutas e clientes compram das mãos dos meninos, passa um travesti na frente deles e mais um menino pega a droga na mão de Pierre.
-Eu fico triste quando vejo o que uma pessoa é capaz de fazer para sobreviver. São crianças.
-Eles não vendem droga para sustentar a família, vendem para comprar droga com o dinheiro que ganham. E não fique triste, pense no dinheiro que vamos ganhar.
Depois vão para o litoral de Santos, estão num iate cheio de jovens, bebida e droga.
Paula joga a cocaína numa mesa e vários jovens vão cheirar.
-Como esses jovens torram dinheiro fácil.
-Se torram na nossa mão, é melhor ainda. – Pierre mostra as notas a Paula.
Antes de saírem cada um compra um pacote. Pierre recebe o dinheiro e Paula dá o pacote.
Pérola e os amigos foram até o morro atrás de Pereba.
-Eu estou com o estoque vazio, mas conheço o dono da boca.
Vão até a boca e desce o traficante, um homem careca, branco, cheio de tatuagens pelo corpo, bem magro, está sem camisa, tem duas armas tatuadas no peito.
-Então esses aí são os branquinhos.
-Estamos com R$ 150,00. – fala Tuca.
Aqui. – Ele fumando – E esse outro pacote é presente meu, ver se não acabam tudo essa noite.
-Vamos dividir. – fala Fabrício.
-_Eu tenho direito a mais porque dei mais dinheiro. – Regininha.
-Gastei toda a minha mesada. – Pérola diz.
-Agora vamos ao baile funk. – propõe Pereba.
Vão ao baile, há muitas pessoas.
-Caraca. –Fabrício rir.
-Uma gordona se requebra toda, Pérola e Regininha coladas rebolam descendo até o chão. Tuca com uma lata de cerveja na mão, a leva a boca.
-Aprenda com o profissional. –Fala Fabrício dançando.
Um homem coloca a mão na cintura de Pérola e o homem se retira.
-Isso é o máximo! – grita Regininha.
Pérola e Pereba se afastam.
-Não sei nem como agradecer. Aliás, sei. – o beija.
Depois entram num carro e de fora do carro dá para ver Pérola tirando a blusa.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Universo de um instante - capítulo 4


Esperança
1

" É confortante saber que, não importa o quão impressionante possam ser as coisas que aconteçem na minha vida, ou qualquer outro fato que não tenha tanta importância no meu cotidiano, eu nunca os esquecerei, pois tenho esse cantinho do mundo só meu como recurso. E posso sempre recorrer a ele quando preciso revisitar algum quando e algum onde. Nunca pensei que fosse agradecer pela existência de um objeto mas voce se tornou essencial em minha vida.
Se olhássemos dez anos atrás em minha vida encontraríamos uma garota magrela e desengonçada, que sonhava em ser atriz e não atraía a atenção de nenhum dos garotos populares da escola. Agora estou super entusiasmada com meu futuro, meu curso de enfermagem vai me gerar um emprego seguro, namoro o homem mais lindo (por dentro e por fora) do mundo, e advinhe o que mais???
Estou grávida!!!
Sim, nosso amor vai gerar uma vida, e nossos corações estão tão ligados que certamente essa criança vai crescer feliz. Não vejo a hora de contar isso para ele. Estou esperando no parque e aquele safado está atrasado, mas isso não importa agora. Lá vem ele; *ó meu deus ele está trazendo um presente*. Nos vemos depois, diário meu querido amigo..."

2

Juliano encontrou Suzana um pouco depois do sol alcançar seu auge no céu azulado de Porto Alegre, e após receber uma "mensagem" da mesma sobre uma certa notícia que mudaria suas vidas. Aproveitou para passar em uma loja de presentes onde trabalhava sua irmã e comprou um buquê com um misto de rosas brancas e vermelhas, e um sapo de pelúcia verde, cômico por seus olhos arregalados; Suzana adorava sapos *não-vivos**e não necessariamente mortos*. Afinal, ele também tinha uma boa notícia.

- Bom dia - falou ele dando-lhe um beijo. - Por acaso tu és a senhora Suzana Correia?? Pois eu tenho uma coisa que um cavalheiro bonito e elegante te enviou. - E entregou o buque e o animal de pelúcia. Suzana ficara tão feliz que começou a chorar, então abraçou e beijou a face de Juliano freneticamente.

- Agora, Su, me diz o que tu tinha de tão importante pra me dizer?
- Bem, assim.... espere, de onde você tirou dinheiro pra tudo isso?
- Eu recebi um aumento, de salário e de posto, continuo sendo garçom, mas agora eu trabalho como gerente também. Isso por que o Seu Teófilo teve de contratar mais duas pessoas, uma faxineira e um pianista. As coisas vão indo bem para ele graças a Deus.
- Ai amor que coisa boa! Bom, como eu estava dizendo, eu fui no doutor Gilmar ontem para ver essas dores de cabeça que eu tenho sentido, e ele resolveu fazer outro teste pra provar algo que eu até desconfiava.

Juliano preocupou-se.

- Como assim? Tu contraiu alguma espécie de doença?
- Não lindo, eu estou grávida!!!

texto de Robson "Meteoro" Rodrigues/ CONTINUA...

Seis noites de amor numa noite insônia gelada.

Na primeira noite você vem e me diz que me ama
Eu só pensando em te levar para a cama
Fazendo amor com tudo que temos direito
Eu ejaculando no seu peito
De cachorrinho, papai-mamãe, não importa o jeito
Eu só te comendo
Na segunda noite você me enoja
Me contando das suas outras aventuras amorosas
Que bom que não sou homem de oferecer rosas
Entre as suas pernas iria morrendo
Aproveitando cada momento dos nossos orgasmos conjuntos
Na terceira noite você me provoca perguntando
Se eu já amei alguém
Digo que fujo de compromissos, que não sou nem um pouco solicito
Que eu não desejo me amarrar
Vamos parar com o interrogatório e gozar até ficar sem ar
Na quarta noite te deixo na mão, você se masturba e nem me excito
Não vejo mais nós dois juntos
Na quinta noite inventamos uma nova posição
Transamos ao ritmo de uma nova canção
Na sexta noite nos olhamos e descobrimos
Somos completamente desconhecidos um para o outro
Você tenta me ensinar uma nova lição
Eu provoco uma parte do seu corpo para levá-la ao chão
No chão nos entendemos, com a nossa atuação ficamos envaidecidos
Acordo, o lençol molhado já não me satisfaz
E a minha mão não mais contem o teu nome
Que noite fria!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Rota 21 -Capítulo 3.

- Rio de Janeiro , 06 de fevereiro; 14:45

Carolina no aeroporto tira o óculos, atrás dela as meninas acompanhadas por Paulo o –- Oi aqui as passagens e passaportes meu e das meninas, elas são modelos
- Tem menores ,a autorização?
- Aqui
- E os documentos da agência?
- Aqui
As malas passam pelo raio-X
- Estão liberadas
Uma hora depois embarcam rumo aos Estados Unidos.
Maria Clara chega em Manaus , se hospeda em um hotel, deita e dorme termina acordando por alguém estar batendo na porta, ela levanta e abre a porta, era seu patrão
- Senhor Walfredo.
- O que estar fazendo aqui?
- Como me achou?
- Fui atrás de ti e te achei no Rio, e te seguir até aqui. Seus pais estão preocupados, você me largou sozinho na loja.
- Meus pais não dão a mínima para mim, e o senhor é um explorador!
Ele pega a mochila e a abre e joga o dinheiro no chão
- O que significa isso? Você está metida em alguma encrenca?
- Não te interessa. – ela pega a mochila. – Diga aos meus pais que morri.
- Você volta comigo.-a pega pelo braço
- Socorro, me ajudem!
- O que você está fazendo?
Aparecem vários homens.
- Eu a conheço.
- Nunca vi esse homem na minha vida
- É melhor você sair. – um dos homens.
-Senhor walfredo se retira.
- Está bem?
- Sim, estou, com licença. – fecha porta.
Se lembra que Sérgio disse que tem um chip nela, ela revira suas coisas, e não há nada.
Tira a roupa, se examina nua em frente ao espelho. Olha para mochila com os dólares.
Paula e Pierre estão numa danceteria em Florianópolis. Paula nota que as pessoas passam de mão em mão os êxtase, alguns colocam a cápsula na bebida. Sobe uma escada, sentam – se, ela tira o capote e arruma o cabelo. Sentam – se com eles um homem negro e alto.
- O que querem?
- Você é o dono daqui?
- Sim.
- Sei que acabou o trato com o cara que fornece o êxtase.
- Sim, desembucha
- Queremos fornecer cocaína.
- Não, quero êxtase.
Pierre coloca o pacote na mesa.
- Esconde isso porra.
- É limpissima da melhor qualidade
- Êxtase é sintética, a moda é cheirar.
- Cala boca Paula.
- Quanto tá?
- Mil
- Quantos pacotes?
- Vinte cada uma com um quilo.
- Vou querer, quem não quiser êxtase.
Eles vão para um hotel.
-Como um francês veio parar no Brasil para vender droga?
-A minha vida não é nada interessante, aposto que a sua é mais.
-Não, vida de prostituta não é interessante, tem um monte de histórias igualzinhas a minha, ter que se prostituir para sustentar a família.
-Vamos dormir, amanhã temos que acordar cedo.
-Tem certeza que quer que eu saia.
Ele a beija, ficam mostrando os dentes um para o outro, ele rasga a roupa dela, beija os seios dela, aperta o pescoço dela.
-Vádia, vagabunda... Piranha.
-Isso xinga que eu gosto. –tira o cinto da calça dele e bate com isso nele.
Ele a esbofeteia e ela dá tapas nele, se viram e riram, se beijam, enquanto ele aperta a bunda dela.
Perola e os amigos no escuro do cinema, se abaixam e cheiram cocaína.
Terminam sendo expulsos da sessão, eles caem na gargalhada.
- Tuca do jeito que tu cheira vai precisar de um implante no nariz. – Fabricio
- Ah idiota!
- Ainda tem, vamos nos dividi nos banheiros do shopping. – Regininha.
Depois foram na praça de alimentação.
- Onde encontra seu amiguinho em Tuca, o Pereba? – pergunta Pérola.
- No morro.
- Você não está pensando em ir lá não né Pérola? – Regininha pergunta.
- Por que não? No morro também tem gente.
- Do jeito que ela ta viciada não duvido nada. – Tuca.
- Aproveitamos e vamos a um baile funk. – Fabrício.
Pérola chega em casa e ver o pai.
- Filha. – Ela o abraça e ele beija a testa dela.
- Como tá na escola filha ?
- Bem, vou subir. – ela sobe para o quarto.
- A pensão já se encontra na sua conta.
- Mais que sua obrigação. Depois que me largou com uma filha para ficar com uma menina que tem idade de ser sua filha!
- Você com seu egoísmo está deixando sua filha de lado, ela não é mais aquela menina alegre.
- A culpa é minha? Se o casamento acabou foi por minha causa, sempre eu.
Pérola ouve a discussão do quarto, aumenta o som da tv, começa a chorar , tapa os ouvidos.
- É bom você sempre me lembrar da mulher da qual eu me separei.
Pérola pega a vasilha de baixo da cama e vai no banheiro, joga o pó na tampa do vaso e começa a cheirar com um canudinho.
Paula se levanta e pega o dinheiro, veste a roupa enquanto o cliente atrás dela cheira cocaína. Ela sai do motel e entra num carro e ver Pierre também cheirando.
-Não acabe com o estoque, por favor.
-Ainda tem que dormir com mais seis homens.
-É a noite vai ser longa.
Ela joga cocaína por cima da calça dele e se abaixa e cheira.
-Isso está me deixando bastante excitado.
Carolina, Paulo, André Luís e as “Modelos” chegam no Estados Unidos, as malas passam por um detector, e as malas também foram examinadas por cachorros, passam por raio x e depois respondem um monte de perguntas para serem liberados.
Chegam em um prédio alugado, guardam as malas e colocam as meninas todas em uma sala.
- Tenham boa noite, amanhã retiraremos a droga de vocês, infelizmente não tem camas, tenham bons sonhos. –se retira.
Ela vai para o seu quarto, André a pega pelo braço.
-Não tem um local apropriado aqui para fazer um ato cirúrgico.
-Quer o quê?Que invadamos uma clínica pra colocar lá dentro meninas que estão cheia de cocaína.
-A anestesia não vai dá para todas.
-Faz com quem der com anestesia e as outras não. Simples não? –entra no quarto.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Você é prego ou tecla de piano?

Estamos aqui neste planeta para nos desenvolvermos e evoluirmos quando algo toca os nossos sentimentos

A questão é como somos tocados.

Se somos duros, insensíveis ou rígidos em nossos padrões, estamos agindo como pregos e precisamos da força de um ‘martelo’ para mudarmos. Esse ‘martelo’ são as dificuldades, as discussões, as brigas.

Por outro lado, se temos a sensibilidade de uma tecla de piano, não precisamos de um ‘martelo’, mas, sim, da delicadeza das mãos de um pianista, que nos toca suavemente.

Enquanto o prego e o martelo fazem barulho, se agridem e se machucam, o teclado e o pianista tocam – juntos – uma linda melodia, com harmonia, suavidade e beleza.

Podemos evoluir às marteladas ou sob o som do piano. Quem decide somos nós mesmos.

A evolução – em todos os níveis – é parte essencial da Vida e somos nós que decidimos como se dará essa evolução.

Algumas pessoas estão viciadas em brigas e discussões. Foram ‘prego’ por tanto tempo na vida que têm dificuldade em perceber outra forma de evolução.

Ser ‘tecla de piano’ também não é simples. Exige a decisão de mudar sem sofrer; exige a auto-observação; exige o autoconhecimento; exige a percepção de que tudo o que está fora é um simples reflexo do que está dentro de nós.

A metamorfose de ‘prego’ para ‘tecla de piano’ se dá na medida em que encaramos as dificuldades como oportunidades para o nosso crescimento.

Se somos duros como pregos, a Vida percebe isso e age como martelo.

Se somos suaves como as teclas de um piano, a Vida também percebe isso e age como um pianista.

Você escolhe o que quer ser, e a Vida age conforme a sua escolha.

Que som você quer ouvir como fundo musical da sua evolução ?


( Texto desenvolvido a partir de conceito de Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie )

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Vôo 447 – O que cremos, realiza-se.

‘Pesquei’ declarações na internet sobre o sistema de crenças de alguns passageiros do vôo 447, que caiu no Oceano Atlântico esta semana, no dia 31 de Maio de 2009.

Entre os relatos de familiares encontramos 2 em que os familiares contam que marido e mulher voavam sempre em vôos separados para o caso de um deles sofrer acidente aéreo, o outro poder cuidar da família.

No outro caso, o maestro Silvio Barbato brincava que ia sumir ao invés de envelhecer. Sumiu.

Seja-te feito conforme creste, já anunciava o mestre Jesus.

Quase nunca percebemos que o nosso sistema de crenças gera o nosso futuro. Somos deuses, com o poder de criar o nosso universo particular.

O que nos acontece hoje é resultado de nossas crenças de ontem.

O que pensamos, falamos, cremos e como agimos hoje é a base da criação de nosso amanhã.

Às vezes brincamos com as palavras em frases como “Se melhorar estraga !”, “Durma com um barulho desses !” e “O que não mata, engorda !” e não percebemos o quanto estamos influenciando a nossa vida futura com essas frases.

Manifesta-se em nossa volta o que reconhecemos.

O que plantamos é o que iremos colher, é a lei básica do agricultor.

As palavras ( faladas ou pensadas ) são como sementes do nosso futuro.

Seja um bom agricultor do seu futuro. Cultive positivamente as palavras e não permita que as ‘ervas daninhas’ do negativismo interfiram em sua ‘plantação’.

Separe – você mesmo – o joio do trigo.

Pense, fale, creia e aja de forma positiva e construtiva. O seu ‘eu de amanhã’ agradece.


Segue abaixo algumas das declarações de familiares de passageiros do vôo 447 :


http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI75658-15227,00-NAO+ESTOU+CONSEGUINDO+ACEITAR.html em 02/06/2009
Declaração de Antonella Pareschi, namorada do maestro Sílvio Barbato, um dos passageiros do vôo 447 :
“- Ele sempre brincava que nunca ia ficar velho, que ia sumir.”


http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1179510-5602,00-FAMILIA+SUECA+QUE+TEMIA+ACIDENTES+VIAJOU+EM+VOOS+DIFERENTES.html em 02/06/2009
Por temor de desastres aéreos, a sueca Christine Badre Schnabl e o marido sempre embarcavam em vôos diferentes quando viajavam com os dois filhos do casal. Ela, juntamente com o filho Philipe, 5 anos de idade, eram passageiros do vôo 447.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u575663.shtml
Também por temor de desastres aéreos, O empresário Jean-Claude Lozouet e sua esposa evitavam pegar o mesmo vôo, temendo a possibilidade de um desastre. "Ela chegou na quinta-feira [28]", contou Philippe Lozouet, 23 anos.

Rota 21 -capítulo 2

Rio de janeiro – 05 de fevereiro; 09h30min.


Sérgio reúne todos em uma reunião, chega Rafael, o pastor.
-Bom agora todos chegaram.
Está também um homem alto de cabelos longos até os ombros, cacheados, com barba e um rapaz loiro.
-Tenho um plano audacioso, muito grande, no qual todos aqui vão lucrar 10 milhões, eu diria o melhor plano do século XXI, envolvendo várias localidades do globo. Por isso, vou dividir vocês em grupos. Paula (a prostituta ) e Pierre ( o homem de cabelos longos ) vão levar o material por todo litoral brasileiro, Carolina e Paulo vão entrar nos Estados Unidos com a droga e vender lá, Robson e Rafael vão levar a cocaína para uns traficantes lá em Cuba, depois se separam, Rafael vai para a China e Robson com Renato ( o rapaz loiro ) vão para Roraima verificar as cápsulas de cocaína que vão como remédio para Milão, do qual Renato que será o encarregado em levar, e por último Maria Clara vai levar o dinheiro nessa mochila para pagar aos fornecedores colombianos.
-Quanto tempo temos para fazer isso?- Pergunta Paulo.
-Até o carnaval, 24 de fevereiro.
-E o dinheiro?- Pergunta Paula.
-No último dia do prazo para cumprir o plano, vai está na conta de cada um, por isso peguei o número da conta de cada um.
Uma fila de jovens meninas perto de um prédio, para fazer um book para uma agência de modelos. Nessa fila estão duas meninas de 17 anos, Ângela e Yasmim.
-Será que vamos passar?
-Para de pessimismo Yasmim, e primeiro lugar você é muito mais bonita do que eu.
-Filamos aula só para estarmos aqui, meu pai me mata se souber.
-Que bom que você disse se souber. – Ri.
Chega a vez de Yasmim fotografar, o fotografo é Paulo.Ela tira as fotos, Paulo teve pena da menina, ela era muito bonita.
-Só? Acabaram as fotos?
-Próxima.
Enquanto Paulo tira as fotos, Carolina fazia o cadastro, aparece um loira, alta, bem pálida.
-Nome?
-Sílvia Desmas.
-Idade?
-25.
-Você acha já não está velha para está no ramo.
-É o meu sonho, eu vim de longe só para fazer as fotos. – Com lágrimas nos olhos.
-Faz o quê?
-Estou desempregada no momento.
-Mora aonde?
No final da tarde, os dois olham as fotos e escolhem as meninas.
O médico chamado André Luís está no seu carro e entra Sérgio.
-Soube que você pediu os pacotes.
-É, estou precisando muito deles.
-Mas, não tem dinheiro.
-Eu prometo pagar o mais rápido possível.
-Você é cirurgião geral?
-Sim, sou...
-Te dou isso – André vai pegar, mas Sérgio recolhe – se você fizer um serviço para mim.
Paula e Pierre estão num hotel pago por Sérgio.
-Então é francês.
-Ui.
-Há... E ainda fala português.
Ele está sentado num sofá, ela senta no colo dele e enlaça os seus braços nele.
-Sabe que nunca transei com francês, você pode ser o primeiro.Que tal?
-Não dormo com prostitutas.
Ela levanta.
-Já vou para o meu quarto. – se retira.
Robson antes de viajar decidiu visitar os pais, a mãe o recebeu depois de muita insistência, o pai se recolheu para o quarto para não vê-lo.
-A senhora nesse tempo todo que eu fiquei na cadeia nunca foi me ver.
- O que voe queria que eu fosse visitar o assassino do meu filho? – Ela chorando – Que eu te ofereça biscoitos e chá para o homem que matou o meu filho?
-Eu também sou seu filho. – chorando.
_Não! Eu te reneguei a partir do momento que você enfiou uma bala no seu irmão!Você é uma aberração na minha vida demônio... Demônio!Os meus dois filhos estão mortos.
-Não, mãe... foi sem querer, perdão pelo amor de Deus.- Ele abraça a mãe chorando.
-Me largue, se afaste se você guarda ainda algum carinho pela sua família.
Ele a solta, ela se levanta e abre a porta.
-Saia da minha casa!
-Me escuta mãe. Eu paguei pelo meu crime perante a sociedade.
-Não, nada vai trazer o meu filho de volta.A única coisa que me consola é que você vai morrer seco pelo seu remorso.
-A senhora deseja isso mesmo? – Ele para de chorar, mas ainda se ver a prova do choro.
-Você matou o seu irmão, eu matei você aqui. – Ela bate no peito – Maldito o dia que você veio ao mundo. Agora saia.
Ele se retira e vira-se para ela e esta bate a porta para ele. Ele senta-se nos degraus da escada e começa a chorar.
Pérola e os amigos vão numa praia, ela beija o namorado. Tuca aparece.
-Querem?
-O que é isso? – Pergunta Fabrício.
-Pó, vocês continuarão como crianças a usar coisa fraca.
Mas aí tem pouco, somos seis. – O namorado de Pérola.
-O passarinho está ali.
Ele aponta para um garoto negro de menos de 18 anos que está na praia fingindo que está vendendo picolé.
-Eu vou lá, quem sabe ele faz um abatimento para mim.Como ele se chama?
-Pereba.
-aprenda com gente grande. – Ela bagunça o cabelo de Regininha.
Rafael está fazendo as malas, aparece a esposa.
-Vai para onde?
-Vou fazer uma viagem.
-a nossa filha foi internada num hospital ótimo.Me diz que você não está envolvido com o tráfico de novo. – Ele continua arrumando as malas –Olha para mim! – Ela grita.
Ele para em frente a ela.
-Eu te amo. – Ele a beija.
-Eu vou orar por você. – Ele se retira.
André Luís está urinando, toca a campainha, ele lava as mãos e abre a porta.
-Fausto.
-Oi André. Soube que vai viajar. – ele abre a porta e Fausto entra.
-É... Quer uma água?
-Não, obrigado.
-Cadê a tv de 39 polegadas?
-eu vendi.
Fausto olha toda a casa, há poucas coisas, na sala só há um sofá.André funga o nariz.
-Está resfriado?
-É.
-Vou indo, tenho uma cirurgia marcada às quatro. Quando vamos voltar a correr juntos?
-Qualquer dia desses.
Fausto sai, André fecha a porta e respira fundo.
A esposa de Sérgio, Dona Branca, dona da grife white.
-Dona Branca qual são as novidades da sua grife? – Uma repórter.
-A qualidade muito mais superior.
-Por que a imprensa não tem acesso na hora do desfile?
-Porque os meus clientes são da alta sociedade, então para não constrangê-los.
Ela volta para a sua mansão de limusine, vê a filha com as colegas da faculdade na piscina.
-Onde está o seu marido senhora? – Pergunta Renato.
-Foi conversar com uma pupila. – Ela se retira.
Ele vai se retirar, sai da piscina a filha de Sérgio, Bárbara.
Oi, você trabalha para o meu pai? É farmacêutico?
-Digamos que sim. –Se retira.
Carolina e Paulo reúnem as meninas num prédio, estão Yasmim, Ângela e Sílvia entre as selecionadas. Entra na sala Carolina
-Eu estou aqui para dizer que infelizmente vocês caíram num golpe, isso aqui não é uma agência de modelos. – aparece André Luís - Esse é André Luís, amanhã vocês vão aos Estados Unidos e vão estar dentro de vocês isso. – ela abre um pacote e joga a cocaína no chão. –Quem fugir morre, sabemos onde vocês trabalham, onde moram e quem moram com vocês e os documentos de vocês estão em nossas mãos.Espero que tenha sido clara. Boa noite. –ela se retira.
Yasmim começa a chorar e é consolada por Sílvia.
Maria Clara vai falar com Sérgio.
-Aqui está a mochila. – ele a entrega. –Pode abrir.
Ela abre e ver muito dinheiro.
-Isso é para pagar aos fornecedores colombianos. Se você passar a perna em mim, eu vou saber, tem um chip com você, sei cada um dos seus movimentos.
-Só me interessa os 10 milhões e aqui só tem...
-Quatro milhões, já vi que entendeu. Você vai pegar um avião para Manaus e de lá vai pegar um ônibus para Boca do Acre, lá vai está um dos meus homens que vai levá-la até Bogotá de carro, aqui o endereço. – ela pega.