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sábado, 31 de outubro de 2009

Os olhos de Manuela- Capítulo 3 ( final).


Os olhos de Manuela tinham veneno que até hoje se desconhece o antídoto
Os olhos dela eram um livro aberto.
Manuela filha de Deus e do Diabo ao mesmo tempo
Menina esperta, mas tão ingênua.
Mulher de mil faces, capaz de submeter qualquer homem as suas vontades
Manuela só tinha um medo
O de se apaixonar, pois quem se apaixona perde a sua razão.




Para mim ele não era suspeito, mas como fugiu, ele deve saber alguma coisa. Ele era a peça chave para montar esse quebra-cabeça.
-Como é os eu nome garoto?
-Ninguém.
-Qual o seu nome?!
-Ninguém!
-Fala, não estou brincando. – pega ele pelo braço - Fala ou chamo o meu amigo ali. – aponto para Edgard – E ele sabe como tirar uma informação de alguém.
-Eu juro me chamo Ninguém. – entrega a identidade dele.
-Que louco, ele se chama Ninguém. Porra que mãe doida. – rir Edgard.
-Ninguém me tira da cabeça que você viu quem matou Manuela.
-Eu não sei de nada.
-Você é uma bomba, se a pessoa errada pegar você, você já era, só eu que posso te ajudar. Manuela te dava mole.
-Ela só me dava mole, não passava disso.
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Ela bate na porta da minha casa, abro a porta.
-Me empresta um pouco de açúcar.
Eu pego um pacote de açúcar e entrego a ela.
-A chata ta aí?
-Já está dormindo.
Ela se aproxima do meu ouvido.
-Você todo arrumadinho assim. Ainda te depeno franguinho. Te como na minha mesa de jantar.
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-E Pedro?
-Ele não gostava de mim.
-É ele?
-É uma senhora gorda, de cabelos aloirados, baixa, velha.
-Obrigado.
-Garoto esquece o que ele falou, ele só fica assim quando está muito nervoso. – era Edgard o levando.
Tudo leva a crer depois desse depoimento que a assassina é o Dona Geni, dona do estabelecimento Sex Club Night.
Fui lá sozinho.
-Ah não, você de novo não! Maldita hora em que Manuela foi morrer. Há trinta anos que tenho esse estabelecimento e nunca deu nenhuma polícia. – ela pára e me olha, viu que não falei nada –O que foi dessa vez?
-Sabe que é crime prostituição de menores?
-Sobe Gabriela. – a menina sobe –Ela tem 18 anos.
-Acredito. Sabe que não se pode ocultar informações da polícia?
-Aonde o senhor quer chegar?
-Detesto pessoas que respondem com outra pergunta.
-Não estou o entendo.
-Por que a senhora não disse a mim que esteve lá no dia do crime?
-Porque simplesmente esqueci. O senhor acha que eu seria capaz de fazer uma monstruosidade dessa?
-Nesse mundo acredito que pode se acontecer de tudo.
-Manuela pra mim, é como se fosse uma filha.
-Qual foi o motivo que a levou lá?
-Eu cheguei lá 19:45, ela estava de roupão de banho.
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-Manuela volte para lá, todos estão com saudades.
-Não me peça isso, estou muito feliz agora.
-Como a outra?
-Eu sempre fui a outra, pelo menos dormo com o homem que amo. Eu não volto para aquele buraco.
-Recebeu minha mensagem?
-Não.
-Como você não recebeu? Deixei na caixa de mensagem. Pense direito minha querida.
-Já tomei minha decisão. Estou tão feliz aqui, ele me ama, eu sei disso.
-Eu também já fui jovem, tudo passa. Olha onde estou agora.
-Eu não vou errar como a senhora, prefiro sonhar.
-Espero que não se arrependa.
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-Você viu algum estilete?
-Sim, tinha um em cima da mesa. Isso é tudo.
-Sim.
Não acredito, estou de novo na estaca zero. Não dormir, tive um pesadelo, Manuela pedindo para que eu não desistisse do caso dela. Acordo, me visto, o meu filho ainda não tinha chegado.os que passam.

Sair, ando pela rua, olho os poucos carros que passam.
“ O crime perfeito na sociedade perfeita”, “ Há locais na carne para se evitar a sangria. Mas eu prefiro sangrar a carne.”, “ Aquela ali não iria muito longe, ninguém gostava dela, logo, logo, alguém se cansaria dela.”, “ É ela, ela matou a outra, agora quer me matar.”.
Uma coisa não encaixava no álibe da senhora Cínthia, a Donssuane só faz festas para os sócios, mas Dona Cínthia não fazia parte dos sócios e a festa acabou 3 horas antes do crime, como não pensei nisso antes.
Comecei a elaborar um plano e senhor Pedro Dramactini fazia parte dele. No dia seguinte fui a financeira, mas não adivinhava o que ocorreria.
Num carro estacionado num shopping perto da financeira Bruno com uma arma apontada para a cabeça de Alessandra que se encontrava chorando, entra Cínthia no carro.
-A solte filho.
-Não, eu não vou me dá mal e eles ficar numa boa. Eu não quero ser preso. Eu não queria fazer aquilo.
-Um Dramactini não pode ser preso, estamos acima da justiça.
-Liga pra ele! – ele entrega o celular a ela.
Ela liga.
-Alô... Pedro faça tudo o que eu pedi.
-Alô papai. A polícia já deve ta aí.
Pedro vai até a porta e me ver.
-Está.
-Quero um jatinho e duzentos mil para sair do país. Estou no shopping ao lado da financeira, saia sem a polícia ver. Não tente nenhuma gracinha, eu juro que estouro os miolos dessa vagabunda. Não tenho nada a perder, um homicídio a mais ou a menos não faz nenhuma diferença. – desliga.
Pedro sai da sala e se esconde por entre uns senhores que acabam de sair de uma reunião e entra no elevador.. Esconde-se depois dentro de um carro de um amigo e sai da financeira.
Ele chega ao estacionamento em poucos minutos e entra no carro.
-Filho desista.
-Por que pai? –chorando-Machucar a sua família, por causa dessa vagabunda. – puxa os cabelos de Alessandra - Todo amor de filho é sagrado. Você quebrou esse amor. Você sabe aquele prédio financiado pela nossa financeira? Vai pra lá agora.
-O que você vai fazer?
-Acabar com um servicinho, tornar o jogo mais interessante. – sorrir.
Descubro que Pedro não se encontra mais na financeira.
-Droga, fugiu.
-A Alessandra também não está. –Edgard.
Vou a casa dos Dramactini.
-Dona Cínthia não está não. – a empregada.
-Você tem idéia onde ela esteja? – pergunto a filha deles.
-Acho que na casa de praia.
-Não, tem que ser em outro local.
-Tem o prédio em que as obras estão paradas que o meu pai financia.
-Onde fica?
-Saio da casa com Edgard e faço uma ligação.
-Feche todos os aeroportos, dona Cínthia Dramactini e o seu filho pretendem fugir.
Edgard e eu chegamos ao prédio e subimos os degraus devagar.
-Reforço, os criminosos estão num prédio na zona sul chamado...
Nos escondemos.
-Eu nunca fui o seu preferido, o filho que você gostaria de ter. Sempre pra você faltava alguma coisa em mim.
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Eu e o meu pai num carro numa esquina cheia de prostitutas.
-Escolhe.
-Eu não quero.
-Escolhe. Não é homem?
-Você também vem aqui?
-O que está falando?
-Eu te odeio. – saio do carro.
Pedro chega em casa.
-Cadê ele?
-está no quarto. – Cínthia.
-O nosso filho é uma vergonha.
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-Você não devia. Te amava tanto pai. Me trocou por ela. –com a arma apontada para a cabeça dela – Venha buscá-la. Vagabunda! – ele a joga no chão – Venha buscar a sua amante! Eu juro que a jogo daqui de cima.
-Se entregue Bruno Dramactini. – eu apareço com Edgard e uma arma.
-Pronto todos estão aqui para o ato final: a traída, o esquisito, a vagabunda, o investigador e o coroa tirado a gostosão. Todos. Você me decepcionou investigador. Pensei que era mais inteligente. Estava tão na cara quem era o assassino.
Alessandra corre e ele atira na cabeça dela, ela cai no chão, Edgard o agarra.
-Me larga! Eu sou um Dramactini, me largue. Tire suas mãos sujas de mim.
Ele termina se soltando umas das mãos, pega no bolso da calça um estilete e clava na perna de Edgard que cai no chão.
-Foi com esse estilete que matei a piranha.
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Encontro minha mãe chorando no quarto, me abaixo e pego na mão dela.
-Ele está com ela.
-Eu juro que quando encontrar com essa vagabunda a mato.
Na mesa de jantar.
-Soube que ele paga um curso de inglês pra ela. Eu me matriculei no mesmo curso, na mesma sala.
Minha mãe olha pra mim.
Ela era vulgar, iria com qualquer um pra cama.
-Oi você pode me ajudar, faltei algumas aulas. – eu me aproximo dela.
Começamos a estudar juntos e não demorou a dá nosso primeiro beijo.
Saiamos juntos do curso.
-Posso entrar na sua casa?
Eu subo e vejo como ta lá dentro e te aceno com a mão de lá de cima pedindo para você subir. Aí peço uma comida chinesa por telefone.
Ela entra e aparece da janela e eu subo.
-Entra logo.
-Tem alguém?
-Não, mas as pessoas comentam.
A beijo, transei naquele dia mesmo com ela, ela era bonita, não pode negar, mas mesmo assim como sentir nojo daquele corpo.
No dia seguinte.
-É pra você. – entrego um canivete a ela.
-É lindo.
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Chegam as outras viaturas.
-O que é isso? Droga!
-Filho desista, não tem como fugir. A mãe vai ao encontro dele.
-Mãe se afaste. – ele chorando.
-Filho... – ela chorando.
-Mãe se afaste! – ela chega mais perto e ele atira, a atinge no peito direito.
-Mãe! – ele a abraça – Me perdoa. Por que a senhora não se afastou?
-Sua mãe precisa de um médico! Você vai deixar sua mãe morrer? – decidi falar.
-Ela vai ficar comigo. Papai te encontro no inferno. – ele aponta a arma para a sua própria cabeça.
-Não!
Ele atira em mim, me atingindo no ombro.
-Você precisa de tratamento filho. – Pedro.
-Tratamento. – rir, se levanta – Você é uma piada.
Pedro olha para cima.
-O seu cadarço está desamarrado.
Bruno olha e se abaixa e ao se levantar Pedro puxa uma corda, que faz cair uma tábuas que faz Bruno se desequilibrar e cair no letreiro luminoso que entra em curto, fazendo o corpo dele pegar fogo.
-Filho! – a mãe.
-Me conte como vocês a mataram.
-Só eu que sou a responsável pelo crime, eu que pedi para que ele me ajudasse.
Manuela com roupão atende a porta, era Bruno.
-Eu pedi para você não vim aqui.
-Não resistir, eu te amo. – a beija e a leva para o quarto.
Ela volta pra sala, a campainha toca, ela abre a porta, era eu de lluvas e peruca loira, tiro os óculos escuros.
-Quem é você? – pergunta ela.
-A esposa do seu amante.
-Ah! – o meu filho atrás dela a estrangula com um pedaço de pano.
Ela já morta, ela a larga, o roupão cai. Eu a vejo nua.
-O cheiro dele está impregnado no corpo dela, esse corpo. Foi pelo corpo. Maldito corpo... Maldito corpo! – ela pega o canivete que se encontrava em cima da mesa e começa a furar o corpo de Manuela repetindo Maldito corpo.
-Chega mãe. – o filho a puxa.
Ela com o rosto ensangüentado
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-Fui eu que perfurei várias vezes. – ela se levantou – Eu não vou aparecer nas páginas policiais presa, sou uma Dramactini – ela vira-se para o filho desfigurado – Filho... – chorando.
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-Já está tudo arranjado para o seu casamento.
-Eu gosto de meninos.
Ela vira-se para ele.
-Eu não estou lhe proibindo de ficar com meninos, contanto que se case com uma Dramactini.
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-Esquece-o, ele está morto. – Pedro – Foi melhor assim.
-Eu sei que não vou sair dessa. – ela se vira para o marido – Eu te amo.
Ela se joga de cima do prédio, cai em cima de uma viga que a perfura.
-Cínthia!
Me recuperei do braço, Estela não se casou, o noivo não foi a cerimônia, sobrou para o meu filho consolá-la. Que pena que eu não estava lá para ver isso.
Pedro recuperou a popularidade e se casou com outra socialite e Alessandra ficou sem o emprego. E digo, ele saiu sem nenhum arranhão, quem se deu mal foram as três que se envolveram com ele.
Estou pensando em me aposentar, essa profissão está me deixando estressado.
-Edgard, o que foi?
-Vamos ter que sair daqui, um homem foi encontrado morto dentro de um carro afundado numa lagoa de uma pedreira...
Acho que essa profissão é um vício, na verdade não me vejo fazendo outra coisa. Vai começa tudo de novo.

Salvador 09/02/09.

Virgilio Kruschewsky.




Eu gostei de escrever esse livro, primeiro pois a principal personagem da história, Manuela, ela é vista pela ótica dos outros persongens, ai não dá para saber a verdade daquelas ações, outra por ser uma história de ação,de um crime, com poucos personagens, o que tornava óbvio quem praticou o crime. Obrigado a todos que comentaram, e aqueles que deram o seu palpite de quem era o assassino. A história saiu da frase que ficou na minha cabeça e coloquei na história: O crime perfeito na sociedade perfeita. Aí me perguntei: Será que uma prostituta não tem direito que sua morte seja investigada? Manuela é uma persongem marginalizada, marcada pela sociedade, mas humana acima de tudo. Os olhos de Manuela é uma história urbana que acho mesmo depois de dez anos ainda poderá se passar.

5 comentários:

  1. Cara, tu me fez esperar muuuuuito por isso
    sauhuhasuhuhas

    no más, ficou do caralho. A história ficou muito legal


    abçs

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  2. apesar de não ler todo mais o texto é muito massa escreveu muito bem

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  3. Ahhhhhhhhhh, agora eu vou ver como essa budega começou...

    indo ver as outras partes!

    XD

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  4. Boa historia parabens continue escrevendo

    http://midiasocialbrasil.blogspot.com/

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