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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Os olhos de Manuela- Capítulo 2


Quem é você Manuela?
Eu sou a noiva que não foi convidada para o seu próprio casamento
Eu sou a moça que não participa de reuniões familiares
A mulher que nunca foi beijada
A mulher sem cor, sem nome, sem nada



No dia seguinte apareci no Sex Clube Night pela manhã, bato na porta, abre uma moça ruiva, que depois fecha a porta e abre a porta em seguida Dona Geni. Era uma senhora de sessenta e poucos anos que mantinha os cabelos loiros cheios de laquê, gorda e os olhos grandes bem escuros.
-Não preciso informar a morte de uma de suas meninas.
-Já estou sabendo, Manuela era como uma filha para mim.
-Não vai me convidar para entrar?
-Entre.
Eu entro com Edgard.
-Esse é Edgard. Manuela tinha alguma inimizade?
-Não, que eu saiba. Ela era a melhor das minhas meninas. Aqui sem ela está morto, sem luz, ela era a animação disso aqui.
-Manuela tinha parentes aqui?
-Não, ela foi mandada para fora de casa. É de uma cidade pequena.
-E o Pedro Dramactini?
-O conheci, era cliente antigo daqui. Era ciumento.
-Você tinha contatos com Manuela depois que ela saiu daqui?
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Manuela de saia jeans, blusa de crochê preta, por debaixo da blusa um biquine.
Ela bebendo um drink, me aproximo.
-Está vendo aquele senhor? É juíz e com gente da justiça temos que dá tratamento especial. E você é a melhor para isso.
-Entendi.
Ela se levanta e arruma a saia e vai em direção ao homem.
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-Na hora do crime a senhora estava aonde?
-Aqui.
Uma moça escura varre o estabelecimento.
-Posso entrevistar as meninas?
-Pode. Se quiser uma delas, é por cortesia da casa. -ela se retira.
-Como se chama?
-Dani, Daniela. Dona Geni mentiu, não estava aqui na hora do crime.
-E você?
-Quem sou eu? Vontade não me faltou. Aquela puta tinha um rei na barriga. Tirava onda que era boa, gostosona. Que fazia acontecia. Saiu toda se sentindo, iria entrar pra filé da sociedade dizia. Aí o que deu, virou presunto.
-Você disse que vontade não lhe faltava?
-Aquela ali não iria muito longe, ninguém gostava dela, logo, logo, alguém se cansaria dela. -se retira.
Eu saio do estabelecimento.
-O que achou? Perguntou Edgard.
-Fique de olho nessa Dani. Ela tinha muito ódio de Manuela. E gente com ódio é capaz de tudo, até de matar.
-Ela disse que a Geni mentiu.
-Isso só o tempo que vai dizer.
Depois volto para o prédio da morte da jovem.
Entrevisto os moradores, alguns abrem à porta, outros batem com ela na minha cara, outros não ajudam muito, outros aparentam ter medo, outros falam até de mais. E por último ouço de uma moça:
-" Eu já ouvir o senhor Pedro Dramactini dizer com todas as letras: " Eu juro que te mato"".
Depois disso convidei para depor Pedro Dramactini, foi uma luta ele entrar na sala, passar por todos os jornalistas.
-Eu ouvir uma coisa muito interessante Pedro. Você jurou Manuela de morte.
-Há uma distância enorme entre dizer e fazer.
-Eu só quero saber se é verdade.
-É, eu sou muito ciumento, eu não aceito dividir mulher minha com homem nenhum.
-E seria capaz de matá-la se ela te traísse?
-Eu não sou assassino.
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Manuela na banheira molha o rosto, eu sentado numa cadeira ao lado da banheira, a observando.
-Entra, a água está gostosa.
-Daqui a pouco tenho que sair.
-Em quem você pensa quando transa com a sua esposa? Em mim?
Pra quê essa pergunta?
-Eu quero saber se você sente prazer quando abre as pernas da sua esposa honey. - ela fala isso bem perto do meu rosto - Sabe minha vontade era fazer amor com você na cama dela. -ela volta a sentar.
-Você é doida.
-Um dia apareço na sua casa, sei que você tem dois filhos. Já pensou você chegar em casa e encontrar a sua filha com uma nova amiguinha.
-Ouse, eu lhe arrebento!
-Às vezes imagino o rosto do seu filho. Será que ele é bonito igual ao pai? Tão bom na cama quanto o pai?
Eu começo a afogar Manuela, ela se bate na água, eu a metendo debaixo da água, olhando para ela se movimentando inutilmente. Eu com a roupa já toda molhada.
Paro, a solto, ela coloca a mão no pescoço para tentar respirar.
-Você tentou me matar desgraçado. -ela começa a me bater.
A beijo, tiro a camisa, a levo até a cozinha e a sento no fogão e ali mesmo transamos.
Ainda tinha o menino, não que eu achasse que ela transaria com ele, mas tinha ciúme da situação. Não gosto que os outros me façam de troxa.
Eu chego em casa e a encontro com ele comendo pipoca e assistindo a um filme, ele se retira e eu bato a porta.
-Eu não quero mais ele aqui.
-Mas...
-Eu já falei. -a puxo pelo braço.
-Você está me machucando.
Ainda tinha as cobranças dela, ela ficava muito tempo sozinha. Não era sempre que eu ficava com ela. Ela pedia para eu dormir com ela a noite, mas nunca fiz isso.
Entrego uma jóia a ela.
-Eu não quero! -ela joga no chão - Quinze dias! Eu aqui, como uma troxa esperando por você. -chorando - Indo na janela. Eu não vou ser como a sua esposa, me contentar com migalhas.
-Eu tive problemas na financeira.
-Eu não quero saber.
-Eu te amo. -coloca as mãos no rosto dela, ela fecha os olhos - Eu prometo viajar no fim do mês com você.
Nós dois na cama, ela mira uma arma para mim.
-O que é isso?
-Eu achei isso nas suas coisas. Você anda armado?
Eu pego a arma da mão dela.
-Não é sempre que estou com seguranças.
-Se eu tivesse outro, como você tem outra. Você usaria essa arma para me matar?
Ela deita, eu deito em cima dela com a arma mirada para o peito dela.
-Ainda te mato um dia.
Ela pega na minha mão com a arma e desce com ela até a verilha dela.
-Isso está me deixando louquinha de prazer. -nos beijamos.
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Passo depois na banca de revistas, e vejo um jornal do dia do crime, leio a reportagem. Não há nada dizendo como Manuela morreu.
-tem mais jornais desse dia?
Pego todos. " Não sei pra quê tanto alvoroço para a morte de uma prostituta" Está na imprensa, deu nos jornais, internet".
Ligo para o celular do meu filho.
-Filho faz um favor para o seu pai... Procure tudo que saiu na internet sobre a morte de Manuela, no dia do crime.
Edgard vai falar com o irmão dele, que era traficante, ele escondia isso e achava que eu não sabia.
-Irmãozinho.
-Fala baixo, não quero que ouçam. -ele senta-se - Conhece? -entrega a foto de Manuela.
-Conheço, gostosa a paca, ali entende do negócio, faz de A à Z.
-Me poupe dos detalhes.
-Morreu feio ela.
-E Dani conhece? Tem alguma coisa para me dizer sobre ela?
-Sabe né preciso fazer um tratamento dentário.
-Duzentos dá?
-Os médicos estão caros
Entrego cinco notas de cem.
-Ela comprou uma arma na rua a três quadras daqui.
Depois de eu saber disso me dirige ao sex Clube Night.
-Você de novo aqui. -Geni.
-Eu quero aquela. -aponto para Dani.
Geni a chama com o dedo, ela se aproxima e me leva até o quarto. Senta-me na cama e depois senta no meu colo, beija o meu pescoço todos e coloca a língua dentro da minha orelha, a jogo na cama e me sento na poltrona.
-Soube que comprou uma arma.
-O que foi? Até onde sei, Manuela morreu furada, não baleada.
-Pra quê comprou a arma?
-Eu tenho um rolo com um bicheiro lá fora e pedi para ele fazer um favor para mim, mas quando ele foi fazer o serviço já tinha sido feito.
-Que serviço.
-Matar a vagabunda. Ela era um encosto na minha vida, eu era a queridinha antes dela, depois fui jogada para escanteio por Dona Geni. Tive vontade de matá-la mesmo e não me arrependo que pena que não fui eu que fiz o serviço.
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Manuela com um vestido preto, bem justo, um pouco abaixo da bunda.
-Por que não me chamou para o serviço? -Perguntei a Geni.
-É a primeira vez do menino. Manuela é a melhor para isso.
Ao sair Manuela do serviço eu me jogo em cima dela, puxando os cabelos dela e a esbofeteando.
-Eu te odeio.
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-Por que isso? -Dona Geni.
Dani com a cabeça baixa.
-Eu não quero mais você aqui. Vai para a pista onde é os eu lugar.
-Eu não ficaria mais aqui mesmo. -com lágrima nos olhos - Fico onde sou valorizada. -se retira.
-Por que não a prendeu?
-Não foi ela.
-Ela pode está mentindo.
-Intuição me diz que não.
Depois soube que o meu filho foi preso drogado e bêbado, depois de ele ter se envolvido numa briga numa boate e ter pichado a parede de uma delegacia.
-Viu a educação que você deu ao nosso filho. Preso! -minha ex-mulher, Estela - Onde eu estava com a cabeça em permitir que ele ficasse com você.
-Não venha falar não. Você não dá a mínima para ele, só pensa nos preparativos do seu casamento, bufê, convites.
-Mentira!
-Vamos, querida. -se aproxima o noivo dela, colocando o braço no ombro dela.
Um sujeito esnobe, de cara cínica. Retiram-se. Vou até a cela do meu filho.
-Veio me tirar daqui?
-Você vai dormir aí, para pensar o que está fazendo da sua vida. me retiro.
-Pai! Me tira daqui. - balançando a cela e batendo na grade -Pai! Droga!
Decidi ir até o interior de Manuela, conversar com os pais dela, a mãe me recebe, me oferece café, sentamos a mesa.
-Lamento.
-Ela era torta desde menina. Saia quase nua, toda pintada. Matou o pai de vergonha. Diziam que ela tinha vários namorados. Engravidou aos 15 anos, eu tratei do aborto. Dançava com todos os homens do bar, como se não tivesse família.
-Tire essa roupa!
-Eu não tiro, eu ganhei.
Eu rasgo o vestido dela.
-Sua quenga. -a levo para o banheiro para tirar a maquiagem dela.
Ela cai no chão chorando, eu também chorando e tremendo de raiva.
-Você não vai sair.
-Eu durmo com quem eu quiser na hora que eu quiser! -grita.
Eu dou uma tapa nela.
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-Eu soube que a senhora a pôs na rua.
Ela se levanta.
-Ela se envolveu com homem casado, a esposa dele veio até aqui e me disse tanta coisa. Eu não criei filha para ser marafona, a expulsei de casa. -chorando - Foi melhor assim, morreu. -ela pega o retrato na sala e me mostra - Olha como ela era linda.
Ao chegar em casa Edgard me liga informando que saiu o resultado da perícia. só foram encontradas digitais de Pedro, e sêmem dele nela, a arma usada foi mesmo um canivete, foi atacada deitada, a causa da morte foi estrangulamento. A pessoa que usou o canivete estava à esquerda, mas não deu para saber se era destra ou canhota.
Pedro foi chamado para fazer a reconstituição do crime.
-Pra quê tenho que fazer isso? Eu não a matei.
-Você não é obrigado a fazer. - o advogado.
-Eu vou.
Chegamos ao local do crime.
-Esquisito entrar aqui depois de tudo.
-Cale a boca desses jornalistas Edgard.
Edgard se retira.
-Você teve aqui no dia do crime?
-Estive, transei com ela.
-Ela foi encontrada aqui, e é aqui que a perícia disse que ela morreu. -entrego o canivete a ele e jogo a boneca no chão.
-Eu não a matei. -chorando - Acredita em mim.
Depois da perícia fui conversar com o porteiro do prédio, já se fazia 15 dias que o crime aconteceu.
-A Dona Marlízia, como era o relacionamento dela com Manuela?
-Ela não gostava dela. Sempre dando umas indiretas.
-E o menino que sumiu?
-Esse babava por Manuela.
-Conhece alguém dessas fotos? -mostro fotos dos suspeitos, ele pára numa em que tem Dona Cínthia e os filhos.
-Esse menino já teve aqui.
-No dia do crime?
-Não, mas já teve aqui.
Decidi investigar Bruno Dramactini, ele era um garoto misterioso. Ele se dirigiu com a sua moto a uma boate GLS, o sigo.
-Vem sempre aqui gatão? - Um homem de quarenta e poucos anos de barba.
Passo por duas mulheres se beijando e um rapaz branco de cabelos longos preso por uma xuxa. Vejo Bruno no bar, se aproxima um moreno alto e forte e o beija.
Fiquei dentro do carro e Edgard na espera do rapaz. O rapaz apanhou tanto de Edgard, tem 26 anos e se chama André.
-Desde de quando você tem um caso com Bruno?
-fala! -Edgard o chutando.
-Coisa de oito meses.
Continuei o interrogatório e com os chutes de Edgard e terminei arrancando do infeliz que Bruno conheceu a amante do pai e que iria matar a moça.
Depois disso pedi a prisão de Bruno Dramactini.
Cínthia apareceu lá para retirar o filho da cadeia com um advogado, este conseguiu um habeas-corpus para Bruno.
-está bem filho?
-Sim mãe.
-Senhor Eduardo desejo falar com o senhor.
-Sim, me acompanhe a minha sala.
Entramos, ela se sentou.
-Por que prendeu o meu filho? Ele é inocente.
-A senhora sabe que ele tem um caso com um rapaz?
-Não me interessa a vida dele lá fora. Ele vai se casar com uma prima dele. É assim com todos os Dramactini.
-Esse rapaz disse que ele iria matar Manuela e disse que ele se envolveu com ela para isso.
-Esse rapaz pode está mentindo. Que motivo levaria meu filho a matar essa moça?
-Não sei, isso eu gostaria de saber.
-Quem teria mais motivo para matar essa moça era eu.
-E por que não fez?
-Não gostaria de ver os Dramactini nas páginas policiais. E ainda mais essa vergonha manchando o nosso nome.
-E a senhora sabia do envolvimento do seu marido com essa moça?
-Em primeiro lugar vamos parar de chamar essa garota de moça, que de moça ela não tinha nada, era uma prostituta.
-Continue.
-Sabia, ele não se contentou com a secretária, teve que procurar outra. O senhor também deveria chamar para depor a Alessandra, a secretária do meu marido.
Chamei Alessandra para sair, fomos a um barzinho.
-Desde de quando você e o senhor Pedro Dramactini são amantes?
-Dez anos que ele me enrola.
A senhora sabia da existência de Manuela?
-Não, juro que não. -gaguejou um pouco e sorriu.
-Como não? Ele tinha que mandar alguém da empresa pagar as despesas que ele tinha com Manuela e uma mulher sabe quando o homem trai.
-Eu só soube dela agora. -ela passa a mão no cabelo e tira a jaqueta para mostrar a blusa com o decote generoso e tive a impressão que ela roçou a perna dela na minha. -Pode me dá mais uma cerveja?
Continuei o interrogatório, onde ela pareceu muito nervosa, depois a dispensei e fui tomar mais uma cerveja. Alessandra atravessa a pista, um carro aparece e vai em direção a ela. Saio correndo e a jogo no chão, e o carro parte sem eu ver a placa direito.
-É ela, ela matou a outra, agora quer me matar. -alessandra nervosa.
-Ela quem?
-Cínthia Dramactini.
Ao chegar ao trabalho recebo uma notícia maravilhosa de Edgard.
-Achamos o garoto.


Quem comentar, eu acharia interessante que desse a opinião de quem seria o assassino, e claro informando também o motivo da escolha. Poupando assim aqueles comentários: gostei do seu blog, muito boa a história e bla bla. O próximo capítulo, é o último capítulo, então não perca a revelação de quem matou a prostituta Manuela.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

PRIMEIRA TEMPORADA - 2° CAPÍTULO - COME RAIN OR COME SHINE

30/10/2020-SÁBADO
8 AM
22 GRAUS, CÉU SEM NUVENS

- Você esta tão linda vestida de noiva... Eu os declaro marido e mulher... Meus parabéns minha filha... A festa esta maravilhosa... Vivam os noivos...!!!
-Mãe... Mãe... Mãe acorda o que a senhora faz dormindo na sala...?

Elizabeth levemente abria os olhos, quando se depara com seus dois filhos Matheus e Pedro a chamando; Todos adoravam aqueles dois meninos, Elizabeth tinha dado uma educação exemplar aos dois, eles sempre ajudavam quando possível e eram muito queridos por todos, os dois tinham traços idênticos aos da mãe, loiros, olhos azuis, a única coisa que eles puxaram do pai era o porte físico, fortes, Matheus tinha 16 e Pedro 17 anos.
-Vocês chegaram agora? Pergunta Elizabeth ainda acordando de um sono profundo, e com fortes dores no corpo, afinal a doida havia dormido no degrau da escada, e estava com a cara inchada de tanto que havia chorado.
Os dois ajudaram a mãe se levantar,e levaram ela para tomar um bom banho, eles ainda não estavam preparados para perguntar o que havia acontecido na noite anterior dentro de casa, só comentavam sobre a festa que eles estavam na noite passada.

8:20 da manhã.
Na casa da frente a Juliana Kingdom e Marcelo Kingdom já haviam levantado,eles não haviam dormido muito, tinham passado a maior parte da madrugada conversando sobre o que havia acontecido na noite passada.Na noite passada os dois haviam ido ao teatro municipal assistir a uma peça.Juliana era considerada uma das mulheres mais bonitas da rua, suas amigas até acham ela a mais bonita do condomínio, ela era uma morena muito linda, os olhos castanhos da cor da pele e do cabelo,Marcelo vivia morrendo de ciúmes pela namorada; Marcelo era um rapaz bonito ,branco, cabelos pretos, olhos pretos, e sua família tinha muito preconceito contra Juliana, para provar o amor que ele sentia por ela, ele resolveu sair da casa onde vivia com os pais,só para poder morar com Juliana.Os dois moravam juntos há 3 anos e não pretendiam se casar tão cedo. Juliana trabalhava como garçonete em um barzinho onde Marcelo também trabalhava, ele tocava Saxofone em um trio de jazz, era um barzinho simpático, com um ar bem antigo, onde se encontravam amantes do bom jazz, bem raro de se encontrar. Eles trabalhavam sempre no turno da noite das 8 até meia noite pra mais, na noite anterior eles tinham saído 08h30min de casa foi ai que encontraram Orfeu caído no chão.
Na casa de Elizabeth, tudo parecia normal, ela havia tomado uma forte ducha de água fria para ver se esquecia o que havia passado ontem à noite, e já havia preparado o café para os filhos, ela estava sentada na sala lendo uma revista sobre moda.
-Mãe. Eu e o Matheus estamos curiosos pra saber o que aconteceu ontem. A gente nunca viu a senhora assim tão estranha.
Não querendo admitir que tivesse expulsado Alberto de casa, Elizabeth apenas disse:
- Meu filho, eu não posso contar certas coisas. Eu e seu pai apenas estávamos nos divertindo na noite anterior. Elizabeth soltou um leve sorriso de lado, sendo retribuída com outro pelos filhos.
A porta se abre. Era Alberto, com uma cara feliz e irradiando alegria cumprimentando todos, como se nada tivesse acontecido. Elizabeth fica pasma com o teatro dele, e resolve entrar na jogada, coloca um sorriso enorme no rosto e da um beijo na boca de Alberto.
Enquanto isso lá fora, chegava dentro de uma Mercedes preta, Fernanda, Marina, Orfeu e o filho deles Pietro, ao saber da notícia Pietro pegou um avião correndo e foi de encontro ao pai no hospital, e Pietro não morava perto, morava na França; Pietro era um rapaz rico, e sempre fazia questão de demonstrar isso, só andava de Mercedes, e sempre presenteava os pais com coisas caras.
Orfeu havia melhorado Fernanda também, e o susto havia passado, Fernanda teve que explicar toda a história da noite anterior no caminho do hospital até o Condomínio, Pietro ficou surpreso ao saber que uma moça tão bonita saia com garotos de programa.
Fernanda desce do carro em direção a sua casa e agradece a carona meio encabulada com o que havia contado, mas aquilo não era nenhuma surpresa para Marina e Orfeu, afinal, os dois sempre estavam espiando a vida da moça, mas para Pietro aquilo fora um baque.
Marina e Orfeu chegando em casa, estavam felizes, em um dia só ganharam dois presentes especiais, a recuperação de Orfeu e a vinda de Pietro que agora iria ficar por um mês para cuidar da segurança dos pais.
Fernanda chega em casa, e sobe logo direto para o quarto, ela ainda não tinha recuperado os pertences que haviam sido roubados, a polícia ainda não havia achado o garoto. Fernanda vai para o banho quando se depara com os pertences roubados, ela se espantou na hora, do lado do celular tinha um bilhete preto escrito em branco, ela leu, e espantou-se, estava escrito:
FIQUEI SABENDO QUE CAIO LHE ROUBOU, FIQUE SUSSEGADA MANDEI UMA PESSOA DAR UM JEITO NELE, AGORA EU NÃO LHE DEVO MAIS NENHUM FAVOR, E VÊ SE CRIA JUÍZO NESTA CABEÇA, NÃO QUERO MAIS VER VOCÊ ANDANDO COM GAROTOS MEUS.
ABRAÇOS MADAME BOULEVARD
Fernanda deu um baixo grito de espanto, e muitas coisas do passado vieram na cabeça dela naquele momento, era como se ela voltasse no tempo em 1 segundo. Ela parou em frente ao espelho e deu um soco no meio dele.

12h00min da tarde.
Elizabeth preparava o almoço. Alberto iria ficar em casa aquele dia, e como os meninos passavam pouco tempo com o pai resolveram faltar no colégio. Eles estavam sentados na sala jogando videogame.
A campainha toca.
Matheus corre para abrir a porta. Era Juliana e Marcelo, Elizabeth havia convidado eles para almoçar desde a semana passada, mas eles nunca estavam com tempo disponível, parecia que aquele dia metade do Condomínio Babilônia havia tirado um dia de folga. Matheus logo foi convidando eles para entrarem, e assim foram cumprimentando todos.
-Nossa olha como estão bem arrumados parece que vocês vão a alguma premiação. Falou rindo Alberto.
Afinal, Fernanda estava vestindo um vestido florido, cabelo amarrados, e jóias. Marcelo vestia uma camisa social e um sapato social. Eles riram do comentário.
Passado 5 minutos, Elizabeth já foi colocando os pratos na mesa, e cada um se serviu como a mesa era enorme, de vidro, couberam todos na sala de jantar.
Juliana lançou o primeiro assunto, e começou a falar sobre Fernanda que tinha apanhado do garoto de programa, Fernanda disse que estava com medo de aquilo acontecer de novo.
Fernanda, Elizabeth, Juliana, Márcia e Kátia eram melhores amigas desde que se elas se mudaram para o condomínio, Márcia e Kátia estavam viajando, Márcia tinha ido para os Estados Unidos, e Kátia para a Itália visitar os parentes. Elizabeth disse que não era para contar sobre o acontecido a elas quando chegarem, porque seriam capazes de falarem um monte para Fernanda, elas sempre souberam o fato de Fernanda sair com garotos de programas e nunca contestaram ou falavam algo contra, apenas diziam que a vida era dela e ela tinha o livre arbítrio de fazer o que bem entendesse.
Os garotos ficaram surpresos com aquilo que tinham acabado de ouvir, Juliana esquecera que eles estavam na mesa, quando começou a conversa sobre Fernanda parecia que ela não sabia que tinha Alberto, Marcelo e os meninos na cozinha. As duas tiveram que explicar toda a história.

Na casa de Marina estava um cheiro muito agradável, ela tinha preparado uma das especialidades dela e um dos pratos preferidos de Pietro. Marina e Orfeu estavam irradiando felicidade, eles tinham muito amor e carinho pelo filho, e ele era recíproco ao sentimento deles. Pietro sempre ficava perguntando ao pai se doía algum lugar, se ele estava se sentindo bem, se queria ir ao médico, mas Orfeu dava risada e dizia que estava ótimo. Na hora que começaram a almoçar, muitos assuntos foram falados, mas particularmente um deixou a casa com um leve silêncio.
-E você Pietro, não trouxe sua namorada por quê? Disse Marina
Pietro demorou um pouco pra pensar.
-Ela decidiu ficar por lá mesmo, vocês sabem que ela odeia viagens à longa distância. Disse Pietro meio sem graça.
Todas as vezes que Pietro visitava os pais, eles faziam aquela pergunta, e ele sempre dava à mesma resposta. E Marina sempre estranhava o fato de nunca ter conhecido a nora.

05h35min da tarde.
Fernanda depois do banho de manhã, havia caído no sono, e estava até agora em sono profundo, depois de ter lembrado seu passado escuro, ela queria apenas dormir para esquecer tudo. Fernanda tinha um passado muito horrível, mesmo saindo ainda com garotos de programa hoje em dia, não era nada comparando ao que ela fazia antigamente, e ela havia esquecido tudo aquilo, mas, depois do bilhete de Madame Boulevard, uma grande cafetina, tudo de seu passado veio em sua cabeça naquele momento. Depois de 5 minutos, Fernanda levantou em um susto, estava tendo um pesadelo, não agüentando mais aquilo ela foi até a cozinha e bebeu um copo cheio de café, colocou o rádio bem alto e começou a cantar, tudo para esquecer os fantasmas do passado.

6h10min da tarde.
Alberto chama Elizabeth para subir com ele até o quarto, ela queria conversar seriamente com ele, ela sobe sorridente, Elizabeth tinha esta mania, não gostava de mostrar seus verdadeiros sentimentos para as pessoas, ela sabia que Alberto iria falar sobre o acontecido da noite anterior, mas ela fez questão de colocar um belo sorriso no rosto e subiu.
Chegando ao quarto, Elizabeth sentou-se na cama e Alberto do lado dela.
-Por que você estava tão estranha ontem?-disse Alberto indignado com ela.

- Nossa Alberto, estranha eu? Ontem eu estava bem, a única coisa de errado em mim ontem era o sono que eu estava, ou você acha que eu dormi lá fora porque eu quis.Disse Elizabeth em um tom de ironia.
Elizabeth beija Alberto. -Eu te amo, e sei que você também me ama, e eu sempre vou compartilhar o que eu sinto, com você.
Alberto sentiu sinceridade no que ela disse, mas Elizabeth não estava sendo sincera, ela sabia de muitas coisas e fazia como que não estivesse sabendo de nada.

8h02min da noite
Juliana e Marcelo estavam prontos para ir ao trabalho, Marcelo estava animado, pois seu trio havia saído na capa de uma revista de música. Os dois tinham um carro popular e foram para o serviço.
Aquela noite o bar estava cheio, parecia que a revista havia repercutido bem e todos estavam a fim de ver o TNT TRIO, o trio era formado por Guilherme, antigo amigo de Marcelo da faculdade, ele era negro, cabelos longos de trancinhas, e uma barba grande e brilhosa, ele tocava baio acústico. O outro era Carlos o pianista do trio, ele era novo no trio, tinha cabelos cacheados bem pretos, usava óculos e era bem branquinho. A pessoa que tocava antes no grupo de Carlos era Thiago, que havia saído do trio por conta de algumas brigas. Marcelo já foi se pondo ao seu posto no Sax, Juliana correu para por o uniforme e pegar o show desde o inicio. Eles começaram tocando Come Rain or Come Shine. Uma música que parecia ter feito parte daquele dia no Condomínio.

9h34min da noite
A campainha toca na casa de Elizabeth, e Matheus vai atender a porta, os garotos não tinham desgrudado do videogame o dia inteiro. Era Marina que estava na porta perguntando sobre Elizabeth, Matheus sabia que a mãe estava tendo uma conversa séria com o pai, e disse que ela não estava, mas de repente:
-Matheus meu filho, quem te ensinou a dizer mentiras, principalmente na frente de Dona Marina. Desculpe Marina, deve ser o videogame que esta fazendo o Matheus ficar meio fora do ar. Eram Elizabeth e Alberto descendo das escadas, os dois estavam bem vestidos, Elizabeth com um vestido de noite longo, cabelos amarrados e um belo colar de jóias, e Alberto com um grande sorriso no rosto vestia um belo terno Armany feito por encomenda.
Matheus, Marina e Pedro se espantaram, os três ficaram até de boca meio aberta.
-Tudo bom Marina? Desculpe por não ter ligado hoje, como vai Orfeu? Disse Beth sorridente.
-Ele está bem graças a Deus. Disse Marina ainda meio admirada.
Elizabeth e Alberto iriam jantar fora a pedido dela. Elizabeth estava querendo lembrar ou pelo menos fingir que ela era realmente feliz.

FIM DO SEGUNDO CAPÍTULO.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Eduardo e Mônica

Este livro foi inpirado na música Eduardo e Mônica de Renato Russo, o livro também é baseado em livros de espiritismo que eu li e comentários em relação ao assunto.


Capítulo 7


A vontade de vê-la crescia a cada dia, começamos a fazer curso de natação para conhecermos o Rio de Janeiro, e fizemos também curso de fotografia. Mas tinha medo de machucá-la, já que eu ainda não tinha conseguido esquecer Amanda. Decidi visitar o grupo de teatro do qual ela participava.
- O beijo homossexual foi censurado.
- droga! Quase a peça toda não vai ao palco. – ela me vê – Edu.
Ela desce do palco e me abraça.
- Espero que não esteja incomodando.
- Você não incomoda em nada.
- Vim lhe raptar, para vermos uma exposição de quadros.
- Eu não posso ir assim, primeiro tenho que passar em casa.
- Está bem.
Fomos primeiro na casa dela, como o combinado. Ela entrou e foi logo tirando a blusa. Eu terminei olhando as costas dela que tinha umas sardas, e era a parte que eu mais gostava do corpo dela.
- Tem cerveja na geladeira. – ela entra no quarto.
Abri a geladeira, peguei uma garrafa de cerveja e comecei a beber.
- Estou pronta! Estou bonita?
- Está.
Na exposição ela me explicava quadro por quadro. Ela sabia o nome do pintor do quadro, o nome do quadro e até o ano em que foi pintado, e ainda falava uma pequena biografia do pintor.
- Esse é o quadro Guernica de Pablo Picasso, pintado em 1939, e representa uma invasão alemã sobre uma pequena cidade espanhola, Guernica, esta foi bombardeada.
- Quadro esquisito.
- Porque ele pertence à escola Cubista. Mas o quadro que eu mais gosto de Picasso é Les Demoselles. Dizem que numa exposição em Paris, um representante do nazismo perguntou a Picasso se Guernica era obra dele, Picasso respondeu: “Não, é obra de vocês”.
- De quem é esse?
- Abaporu, de Tarsila do Amaral, pintado em 1929. Grande representante do Modernismo brasileiro, com o movimento Antropofagista, ocorreu quando suas pinturas transformaram-se em grandes figuras humanas deformadas. Detalhe, ela se casou cinco vezes e um de seus maridos foi Oswald de Andrade. Mas para mim o maior pintor brasileiro é Cândido Portinari. Ali um quadro dele!
- Nossa!
- Criança Morta, pintado em 1944. O mais famoso dele é Café, de 1935. Mas eu gosto mais de o Mestiço, de 1934. Um dia eu só vou ir para Nova York, só para ver os Painéis de Guerra e Paz na ONU. Infelizmente ele morreu em 62, pela intoxicação progressiva por chumbo das tintas.
- Esse eu sei, Moema.
- Acertou, de Vítor Meireles, grande pintor do século XIX, junto de Pedro Américo, que pintou Tiradentes, que representa o esquartejamento depois que Joaquim José da Silva Xavier foi enforcado. Voltando para Moema é um quadro em que se percebe traços indígenas, mas o corpo nu de Moema acompanha o modelo europeu.
- Você já foi a Congonhas?
- Não. Mas é lá que estão as esculturas dos Doze profetas do Velho Testamento de Aleijadinho.
- A biografia dele é triste.
- É, mas é uma lição de vida. Esse é de Wassily Kandinsky. O Composição VI. Eu não estou me lembrando o ano dele. Este russo foi um dos maiores expoentes da escola Abstratista.
Depois da exposição fomos assistir a um filme do baiano Cacá Diegues. Ela encostou a cabeça no meu ombro e estávamos sendo vigiados pelos Sentinelas do inferno.
Para eu estar ao lado dela era ser galardoado todos os dias. Ela não se importava com os meus solecismos, ela até achava isso uma facécia. Ela era diferente dos outros jovens da época que só se preocupavam em se ombrear com os outros.
O melhor dia que tive com ela foi quando fomos à praia de Copacabana, lugar proibido para muitos jovens da época. Parecíamos dois bobos sendo observados por todos.
Mas eu não me importava com o que poderiam dizer, estava ao lado dela.
Eu a levei para casa, ela pediu para eu entrar, tive medo do que poderia acontecer. Eu me perguntei naquela noite porque temos medo.
Não era normal, por que se preocupar com o que vem amanhã, antes de viver o hoje.
Entrei. Ela me entregou uma lata de cerveja.
Me olhou e tirou a blusa, eu me sentei no sofá, ela sentou ao meu lado. Beijou o meu rosto até a minha boca, sentou no meu colo e tirou a minha camisa.


Capítulo 8


Eu e Mônica éramos tão diferentes, ela era de leão, enquanto eu era de câncer, ela era católica apostólica romana, eu era ateu. Ela sabia falar alemão, eu ainda no cursinho de inglês. Ela era tão liberal, eu tão tímido. Ela era comunista. Eu capitalista. Ela gostava de criança, eu não detestava, mas não queria tão cedo. Ela gostava de política. Eu gostava de falar sobre a novela Anjo Mau com Suzana Vieira. Ela era extremamente nacionalista. Eu estava me lixando para a porra do Brasil. Ela acreditava em astros, eu acreditava que o homem é que faz o seu próprio futuro. Ela gostava de Che Guevara, eu gostava de Mahatma Gandhi. Ela lia 10 livros em um mês, enquanto eu sofria para acabar um em um mês.
- Que miasma!
- O quê?
- Cheiro de animal em decomposição.
Ela vê uma menina chorando.
- O que foi?
- Um homem pediu para eu tirar a roupa, eu não quis, ele rasgou... – ela começa a chorar.
- Vem comigo para uma delegacia.
- Filha! – uma moça jovem pega a menina pelos braços. – Quantas vezes já falei para não falar com estranhos? – se retira com a menina.
- Parece que ela foi estuprada. – falei.
Ela começou a chorar.
- Por que está chorando?
- Eu sei o que é gritar e não ser ouvida, chorar e ninguém se solidarizar por você, ser obrigada a fazer uma coisa que você não quer. Confiar em alguém e essa pessoa se transformar em um monstro em sua frente em poucos segundos. Ter uma pessoa aqui dentro que você deseja, mas ao mesmo tempo repudia. Sabe que tem o seu sangue – ela começa a chorar e eu a abraço.
Começamos a namorar, e eu fui morar com ela.
Ela chega em casa, e eu estava tomando banho.
- Posso entrar?
- Vem.
Nos beijamos, eu a encurralei na parede e ela prendeu as pernas dela na minha cintura. Ficamos deitados na cama, as nossas pernas em lados opostos da cama, porém com as cabeças lado a lado.
- Se existe alma gêmea, eu acho que encontrei a minha. – falei.
- Onde você estava nesses vinte anos, que eu não te achei antes?
- Eu te amo. – olhei para ela.
- Eu também.
- Eu tenho medo de perder essa felicidade que eu sinto agora em estar ao seu lado. Onde eu estiver, eu vou te amar, nunca se esqueça disso, eu estarei sempre ao seu lado. – a beijei.


Capítulo 9


Ela de camisola, e eu de cueca na cama. Ela deita e sorri e me beija. Eu abaixo uma das alças da camisola e depois a outra, suspendendo a camisola até a cintura dela e beijo a barriga dela.
- Quero ter um filho seu. – fala ela.
Nos beijamos e rolamos na cama. Mas aquela noite eu tinha dado uma mancada, a chamei de Amanda.
- Quem é Amanda?
- É uma paixão de adolescente.
Ela se levanta.
- Mônica. – eu coloco o roupão.
- Você não a esqueceu.
- Ela está bem longe daqui.
Ela abre a porta.
- Eu não vou aceitar todas as noites em que eu fizer amor com você, ser chamada pelo nome da outra.
Me vesti, olhei para ela.
- Eu venho buscar as roupas amanhã.
- Não precisa, eu as mando para alguém levar suas coisas.
- Vou ficar na casa de Elton.
- Está bem. A chave. – a entreguei.
Ela fecha a porta. Eu sentei nos degraus da escada e comecei a chorar. Eram quase duas da madrugada, quando toquei a campainha da casa de Elton.
- Eduardo.
- Ainda tem um espaço para mim?
- Entre.
Entrei, sentei no sofá.
- O que foi que aconteceu?
- Eu chamei Mônica de Amanda enquanto eu transava com ela.
- Cara, como você pôde fazer isso?
- Acabou cara, acabou.
As semanas que passamos separados, eu mandava todo dia flores, caixas de bombons com cartões românticos, mas ela não respondia nenhum.
Comecei a beber, deixei o cabelo crescer, e decidi trabalha, já tinha barba nessa época. Não tinha mais esperança nessa época. Ela começou a estagiar num hospital.
Nessa época tinha sido enforcado o jornalista Vladimir Herzog nas dependências do QG do II Exército. Recebi um telefonema algum tempo depois, era ela.
- Mônica.
- “Se lembra que você disse que nunca conheceu o seu pai?”.
- Sim.
- “Acho que estou diante dele, ele se chama Felipe Souza Tinhão”.
- Eu vou aí.
- “Ele está a beira da morte e sofre da Doença de Chagas, está no estágio avançado, já foi desenganado pelo médico.”
-- estou aí em meia hora.
Cheguei no hospital, ela me levou ao quarto dele.
- Senhor Felipe.
Ele acorda.
- Tem uma pessoa para você conhecer.
- Quem é ele?
- Pai... Comecei a chorar.
- Eduardo? – ele começou a chorar.
Ela se retira, eu me aproximo dele.
- Desculpa por não ter sido um pai para você.
- Por que abandonou a minha mãe?
- a sua avó infernizava a nossa vida, e ela não queria perder a filha, Marta era dependente da mãe, queria continuar morando com a mãe. Eu não aceitei, rompi o noivado. Depois soube que ela estava grávida de você. Fui falar com ela, mas encontrei a sua avó.
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- O que está fazendo aqui? Já não basta ter desgraçado a vida da minha filha? Agora ela sendo chamada de mulher dama.
- Foi a senhora que desgraçou a vida dela. Se nos deixasse em paz, nada disso aconteceria.
- A culpa é minha agora! O que um feirante pode dar a minha filha? Eu não a criei para ser esposa de um pé-rapado!
- Eu vou casar com sua filha, eu fiz essa criança, eu assumo.
- Só por cima do meu cadáver.
- Você não tem vergonha que essa criança vá passar fome sendo filho seu?
- É sua filha que tem que decidir isso.
- Eu duvido que ela saia de casa para ficar com você!
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- Eu mandei uma carta a sua mãe, mas ela não me respondeu ou a carta não chegou às mãos dela. Reconstruí minha vida, fui para São Paulo, me casei, tive mais dois filhos, porém não fui feliz, amava muito a sua mãe. Soube que sua mãe faleceu quando você tinha nove anos, seis anos depois a sua avó.
- Minha mãe morreu aviltada pela vida.
- Perdoa seu pai filho.
- Você não me fez nada para eu perdoar. E sua família?
- Me abandonaram quando souberam que estava com a doença do barbeiro.
- Descansa pai.
Eu o cobri, alisei os cabelos brancos dele, chorando ao lado dele, por alegria, mesmo por ter achado meu pai numa situação dessa, e de tristeza pelo rumo que tomaram o meu pai e minha mãe.
Ao sair do quarto encontrei Mônica.
- É nessas horas que eu devia saber rezar.
- Eu te ensino.
- Se o seu Deus existe, reze para ele por mim. – falei isso chorando.
Capítulo 10


No dia seguinte fui levar uns livros para ele, encontrei Mônica no corredor chorando.
- Não.
Ela me abraça por começar a chorar.
- Onde está ele?
- Ele está melhor que nós Edu.
Ela fala isso olhando para mim e me abraça.
No enterro dele só estávamos eu e Elton, embaixo de chuva, quando vejo ela segurando um guarda-chuva no outro lado.
Naquele dia voltei para casa dela e para ela até o dia que nos separaríamos de vez. No final do outro ano ela se forma. Ela me olha em meio de muitas outras pessoas.
- Edu. – ela desce e me abraça e me beija, encostando a cabeça dela na minha. – Que bom que você veio. Gostei de você ter tirado a barba.
- Passei no vestibular.
- Você será o melhor professor de história.
- Espero. Morreu mais um nessa maldita ditadura sangrenta.
- É, eu soube, o operário Manuel Fiel Filho.
À tarde recebemos a visita da amiga de Mônica, Carolina dos Santos, que iria ajudar Mônica depois de eu a deixar. Ela tinha os cabelos castanhos encaracolados, parda.
- Carolina.
- Oi.
- Essa, Edu, é a melhor neurocirurgiã do Brasil, não, do mundo.
- Ela exagera.
- Eu sei, prazer. – nos damos a mão.
O telefone toca, Mônica atende.
- Está bem, já estou indo. – ela desliga o telefone – Que pena que não vou poder ficar. Tenho que trabalhar , um paciente teve princípio de enfarto e o doutor Armando me mandou cuidar do paciente.
- Eu também já vou.
- Não, fique Carol, daqui a pouco já devo estar em casa.
- Está bem.
- Eu tenho muitos ciúmes dos pacientes dela. – ela me beija e se retira.
Depois receberia um telefonema do hospital, ela havia se filiado a uma organização que procurava os desaparecidos da época e falava da situação do país para as embaixadas.
- Mônica.
- Ai.
- Você poderia estar morta minha pombinha.
- Deus não faria isso comigo, já que estou tão feliz.
Chega Carolina.
- Eu soube Mônica. Come está?
- Eles não vão vencer. O cerco está se fechando. Estão pedindo a anistia já em todo o Brasil.
Aprendi a gostar de política com ela. A nossa esperança estava nos jovens da época.
- Vocês podem mudar essa situação, virar a pagina dessa vergonha.
- Vai haver um movimento pedindo a anistia a brasileiros como nós que foram desgarrados desta nação que ainda acredita que terá um futuro melhor – entreguei os panfletos que tirei. Por que quem aqui não tem um parente que foi exilado?
Bate a sirene. O diretor do colégio aparece.
- Eduardo.
- O que foi senhor Waldemar Barroso?
- gosto muito de você. Mas o colégio não pode ter um comunista. Tome cuidado rapaz. – ele se retira.
O diretor tinha razão, comecei a receber telefonemas ameaçadores. Para não preocupar Mônica, eu não contei o que estava acontecendo.
- Eduardo Souza Preões?
- Sim.
Eram dois homens bem altos.
Me deram um soco no estomago.
- Isso é por falar demais.
Mônica soube que eu estava no Q.G. do III Exército.
- Eu quero ver Eduardo.
- Mônica acalme-se. – Carolina.
- O seu namorado não está aqui.
- Monstros, isso é que vocês são, covardes!
- A levem daqui.
- Ela está nervosa.
A levam.
- Mônica eu vou tirar você daqui.
Eu a vejo.
- Mônica. – ela tenta me beijar.
- Me largue!
- Não a machuquem!
A colocam dentro da cela em frente a minha.
- Você não devia estar aqui.
- Eu me preocupei com você.
- Mas eu não sei o que pode acontecer daqui pra frente.
- Vão nos soltar, tenho certeza disso.
Ela tinha razão. Carolina junto com Elton conseguiriam nos soltar.
- Obrigada! Que alivio sair daqui!
- Como conseguiram? – perguntei.
- Eles têm a força, mas não têm a inteligência. – Elton.


Capítulo 11


Completamos dois anos de namoro, eu fiz uma surpresa para ela.
- Abra.
Ela abriu a caixa.
- Tem duas chaves e uma aliança. – ela sorri.
- Quer casar comigo?
- Deixa eu pensar. Claro seu bobo. – ela me beija.
- Então vamos agora.
- O quê?
Eu a peguei pelo braço.
- Eduardo você é louco.
- Por você.
- E os meus pais?
- Depois comunicamos, fazemos uma festa, vai ser casamento no civil, só precisamos de duas testemunhas.
- Está bem, eu não vejo a hora de você ser o meu marido, mesmo eu já o considerando.
- O nosso carro.
- Um fusca.
- Foi o que deu para arranjar.
- Eu te amo.
- Entre.
Entramos e ela viu Carolina e Elton.
- Você não me contou nada.
- Era uma surpresa.
- E linda surpresa. – falou Elton.
- Vista o seu vestido minha pombinha.
- É o vestido que vi na vitrine. – ela começa a chorar.
- Vai Mônica. – fala Carolina.
Ela entra com a costureira. Ela sai depois de meia hora.
Eu não me agüentava em pé de nervoso e emoção.
Também unimos outro casal, Carolina e Elton, se casam um ano depois.
Faltava apenas uma coisa para nós sermos felizes por completo. Tinha chegado em casa e encontrado tudo quebrado.
- Mônica.
Ela estava agachada chorando.
- Não engravidei de novo.
- Você vai engravidar na hora certa.
- Deus está me castigando pelo aborto que fiz.
- Que Deus é esse que castiga os seus filhos! – me levanto.
Torno a me agachar de novo.
- Vamos procurar um médico. Ainda vamos encher essa casa de filhos, você vai ver.
Procuramos um médico, ela fez todos os exames, ela era fértil. Enquanto eu descobri que nunca poderia ter filhos. Eu tinha Varicocele, varizes no cordão espermático.
Me isolei no prédio abandonado, mas aparece Elton.
- Eu sabia que você estaria aqui.
- Eu não sei como dizer a Mônica que o filho que ela quer tanto, não poderá ter junto a mim... – falei chorando – Droga!
- Vocês se amam, filho é conseqüência. O amor é que importa.
- Por que logo comigo? Você nunca pensa que isso pode acontecer com você.
- Vocês vão superar essa.
- Você fala isso, porque não é você o incapacitado!
- Eu não vou levar isso para o lado pessoal.
- Desculpa!
- Você não poderá fugir disso sempre.
Voltei para casa e encontrei ela sentada no sofá chorando.
- Você já sabe.
- Você demorou, eu fui até o hospital e o médico me contou tudo.
- Você pode ter filhos, sou eu que não posso...
- Podemos adotar um.
- Não é a mesma coisa! – levantei e ela me pega pelo braço.
- Não é isso que vai nos separar. – ela me abraça – estamos juntos nessa.


Capítulo 12


- Edu já posso abrir os olhos?
- Já. Abra, é nossa.
Era uma casa própria, como ela tanto desejava. Ela passeia por toda a casa feliz.
- Você deve ter gastado muito meu amor. Ainda mobiliada, era tudo o que eu sonhava.
- Eu ganhei na loteria quando eu te conheci. – ela me beija.
A minha sorte que eu tinha uma mulher como Mônica ao meu lado. Ela tinha perdido aquele ar de menina sapeca com corpo de mulher e tinha se tornado uma mulher por completo. Ficamos sentados nus na cama, enrolados no cobertor.
- Te amo. – fala ela.
- Não suportarei te perder, preferia ir do que vê-la morrer.
- Não fale besteira. – ela vira-se e me beija.
O telefone toca.
- Alô. Sim, já estou indo. – ela desliga – É a minha primeira cirurgia. Estou com medo.
- Você é uma ótima cardiologista.
Naquele dia ela chegaria em casa chorando, porque ela perdeu o paciente, e ela me disse:
- Eu pensei que era Deus.
Fomos a uma festa para comemorar o chá de bebê de Carolina e Elton.
- Há! Uma bacia, Mônica, obrigada.
- Já sabem como vão chamar a criança?
- Júlia.
- Lindo nome.
- Você viu a divida externa aumentou mais de 80%? – Elton para mim.
- Tudo por causa das obras faraônicas. Como a usina de Itaipu.
- Sem falar dos senadores biônicos.
- E o atentado contra o Rio Centro e a OAB.
- Mas será que o II Plano de Desenvolvimento conseguirá controlar a divida externa? – pergunta Carolina.
- Não, os preços das coisas estão absurdos. A inflação está 200% ao ano. O desemprego só aumentando, as pessoas não tendo o que comer...
- Resultando numa série de saques a lojas e supermercados. – fala Mônica.
- Mas hoje é um dia feliz, vamos deixar de falar de política por hoje. – eu me retiro para a varanda.
Ela também se retira.
- Eu não queria sentir isso, mas estou invejando a Carolina.
Eu a abraço.
- Ainda quer adotar uma criança?
- Você adotaria?
- Sim.
Fomos para o orfanato e nos encantamos por dois gêmeos de oito meses. Mas tinha uma fila de outros casais na mesma situação querendo gêmeos.
Ela tinha já até escolhido os nomes das crianças, Igor e Thiago. Me lembro que quando recebemos o telefonema da dona do orfanato nos parabenizando pela conquista dos gêmeos, e ela tina ficado tão feliz.
Tinham começado as noites em claro, a correria para levar as crianças ao médico. Eu estava feliz por vê-la feliz. Éramos uma família agora.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Quando esse buraco no meu coração vai ser remendado?

É difícil de aceitar quando perdemos uma pessoa que nos amos. No meu caso foi minha mãe já tem quase 1° ano.
E é duro você se levantar e caminhar sozinho com suas próprias pernas, no incio eu mentia para mim mesmo sendo fria mais eu percebi que com o tempo a dor só aumenta e fica cada vez mais difícil de respirar hoje eu sei que muita coisa que eu queria dizer a ela deixei de dizer. Mas penso agora que talvez minha vida inteira tenha sido uma mentira, nada mais faz sentido e minha mente lateja com idéias que eu jamais deveria ter. Talvez eu me esconda por trás de uma uma máscara eu detesto admitir mas todo esse tempo eu tenho estado sozinha. Eu vivi os últimos desseis anos de minha vida numa mentira? Agora eu só posso pensar quando esse buraco no meu coração vai ser remendado? No começo achava que um dia tudo ia passar e a dor sumiria mas ela aumenta a cada dia.

“Sinto muito por ter feito vocês lerem essa baboseira sentimental. Mas é sincera..”

Saudades do meu AMOR.


Eu tenho te observado de uma distância
A distância que vê através do meu disfarce
Que descobre minha face


Porque que devia me importar se eles te magoarem?
De alguma maneira me importa mais
Do que se estiver me magoando a mim própria

Eu não posso te esquecer.


Você é era tudo o que tinha mais te perdi

Quando fecho os olhos ainda te sinto em meus pensamentos

Acordo a noite te procurando mais você não está lá


Seu rosto, sua voz e seu olhar

Agora não passam de doces lembranças na memoria

Mas seu espirito vai continuar vivo em mim

Por que


Eu te Amo.


" Essa saudade doi dentro de mim e me queima em chamas"

terça-feira, 14 de julho de 2009

Poema dos Rejeitados


Me de uma razão para acreditar que você tenha ido embora.
Eu vejo sua sombra, então eu sei que eles estão todos errados
Ó luar suave na terra castanha
Leve-me onde você descansa
Eles o levaram para longe de mim mas agora,
Eu estou te levando para casa


Eu não consigo te esquecer você foi meu único amor, oh meu
Eu sempre te amarei mesmo depois de tudo ter terminado
Eu vou estar para sempre aqui, com você,
Vou sempre aguardar suas suaves palavras faladas

Mesmo na morte o nosso amor vai continuar
E eu não posso te amar mais do que já te amo
Meu querido, nosso amor é para sempre.