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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A mulher do desembargador. -Capítulo 3.

-Filho leve este bolo, para dá recepção a nossa nova vizinha.
-Quem?
-Ora essa! A mulher do desembargador.
-Mande Maria Bárbara.
-Vai.
-É bolo de quê?
-De chocolate.
A minha mãe enrolou o bolo num lenço e me deu, me dirigir a casa. As minhas pernas bambeavam, não conseguia parar de tremer, uma emoção me tomava.
Cheguei até o portão e gritei:
-Ó de casa! Ó de casa! Ó de casa!
-Quem é você?
Era ela, cada dia mais linda.
-Eu sou o seu vizinho.
-E também ladrão de manga.
-Desculpa.
-Desculpo se não fizer mais.
-Minha mãe mandou isso.
Ela desenrolou.
-Bolo de chocolate, obrigada, ela não precisava se incomodar. Diz a ela que a convido para jantar essa noite aqui em casa, e será uma desfeita se ela não aceitar!
-Com licença.
-Espero vocês a noite.
Fui para a minha casa, não acreditava, falei com ela, estive perto dela. Peguei o binóculo e fiz o que se tornava uma obsessão, vigiá-la.
Ela estava tomando banho na banheira, tive vontade de ser o sabão que a ensaboava. Ela levantou a perna, tinha uma perna linda e grande, ela molhava o seu pescoço e lava o rosto. Ela levantou e colocou a toalha.
Depois tentei a procurar, mas em nenhum cômodo a via. Ela abriu a cortina do quarto e me escondi, torcendo para que ela não tenha me visto, voltei, ela já estava vestida com um vestido preto, no quarto deles havia um quadro cubista de um pintor que agora não me vem o nome.
Ela desceu a escada e abriu a porta, era um padeiro, com uma cesta de pão que logo veio ao chão. ela começou a desabotoar o vestido, logo já estava sem roupa, o vestido caiu ela foi em direção a ele, ele era jovem, desabotôo a camisa branca dele.
Ela se abaixou e tirou a calça dele, abaixou a ceroula dele e começou a fazer sexo oral com ele. Eu decidir ver tudo, comecei a chorar.
Ela ficou de costas para ele, ela de quatro no piano e ele atrás e eu fechei a janela para não ver mais.
Depois fui jogar bola, mas recebi a notícia que Renato estava muito doente, queimando em febre em casa.
Depois fui a barbearia e lá estava o guarda Ventura, tive vontade de esganá-lo.
-Vim cortar o cabelo.
-Deixa que eu corto tio.
-Mas foi você que quase arrancava a minha pele!
-Foi apenas um acidente guarda Ventura. -Falou o meu tio.
-Só apare rapazinho.
-Pedro cuide da barbearia, tenho que colocar essa carta no correio.
-Sim tio.
Ele saiu, e o guarda Ventura terminou dormindo raspei a cabeça dele.
Ele acordou e quando se viu careca no espelho tomou um susto.
-O que você fez com o meu cabelo?!
-Desculpa guarda Ventura.
-Eu vou fechar essa barbearia.
-Eu só fiz o que tu pediu.
-Mas eu pedir para aparar o meu cabelo.
-Ah! Lamento, eu entendi raspar.
-Não posso sair assim careca.
-Saiba que é moda lá para os lados da Europa.
Ele colocou o seu chapéu e saiu enfurecido.
-O que deu no guarda Ventura?
-Quem sabe tio?... Quem sabe?
Anoiteceu, eu, minha mãe, minha irmã e Dona Justina fomos jantar na casa do desembargador. Ela estava com uma blusa com babado e com laços atrás e com um decote generoso e uma saia preta, os cabelos dela estavam presos com uma presilha de prata.
O jantar foi um lombo de porco, arroz carreteiro, feijão preto, farofa de ovo e salada de pepino e de sobremesa pudim de ovos mexidos.
-Obrigada pelo convite.
-Obrigado pelo bolo Dona...
-Augusta.
-Dona Augusta.
-É também uma boa oportunidade para minha esposa fazer amizades, já que fica muito sozinha, por causa das muitas viagens que faço como desembargador.
-A sua filha Dona Augusta é um primor de menina.
-O lombo está tão apetitoso.
-Se sirva a vontade Dona Justina. Fala o desembargador.
-Quero mais arroz mãe.
-Filha chega.
-Pode pegar mais minha querida, comer faz bem.
Talvez por este pensamento ele esteja em formato de barril.
-Como vocês se conheceram? -Pergunta Dona Justina.
-Ela era professora primária de uma escolinha, quando a vi me apaixonei logo.
-Então você era professora!
-Abandonei minha profissão quando vim para cá casada com Alberto.
-Meu filho está tomando tantas notas baixas em português.
-Eu posso dá banca para ele.
-Você faria isso?
-Claro, eu amo ensinar, posso começar amanhã mesmo se ele quiser.
-Para você está bom filho?
Fiquei besta, paralisado, eu acho que devo ser o homem mais sortudo do mundo.
-Para você está bom filho?
-Sim.
-Vou pegar a sobremesa.
Ela levantou, se abaixou e comecei a vê-la nua, voltou para a mesa.
-Não sei se está bom.
-Você tem sorte seu desembargador, a sua esposa tem mãos para cozinha, como o santo do meu falecido marido falava de mim. E ainda é muito bonita. É muita sorte encontrar mulheres assim como o mundo está hoje, cheio de mulheres adulteras. Só Deus pode ser misericordioso com nós.
-Obrigado Dona Justina, eu sei o tesouro que tenho em casa.
Ela entregou o meu prato ainda nua, eu olhava para os seios dela.
-Obrigado.
-Está delicioso, você tem que me entregar essa receita.
-Minha falecida mãe que me ensinou Dona Augusta.
-Já está tarde, vou me retirando, mulher direita deita cedo.
-Toma um cafezinho antes Dona Justina. -Fala Alberto.
-Ah não! Estava muito prazeroso o jantar. Muitas boas noites para vocês que ficam. -Ela se retirou.
-Que pena que Dona Justina já tenha ido. -Fala Marisa sentada ainda nua a mesa.
-Tenho que ir para casa, o meu marido já deve estar a minha espera e não tem nada para o jantar.
-Faço questão que você leve um pouquinho.
-Desculpa pelo incomodo.
-Não tem nada, foi um prazer. -Fala o desembargador.
-Aqui. -ela vindo com a sacola nua.
-Boa noite.
-Boa noite.
Nós fomos para casa, amanheceu e descobrir que Renato faleceu.
-Vim trazer meus pêsames. -fala minha mãe.
-Obrigada. -chorando Dona Eulália, mãe de Renato.
-O que ele tinha? -Perguntou Dona Justina.
-Tinha aparecido umas manchas na pele dele...
-Virgem cruz!
-O que foi Dona Justina? -perguntou Padre Eurico.
-Dizem que a moça que mora no fim da avenida...
-A que dizem que é prostituta Dona Justina? -Pergunta minha mãe.
-Sim, diz que está passando estas manchas para os homens. Três já estão com a doença, todos os três pularam a cerca com a depravada. Por isso que só coloco as minhas mãos no fogo pelo santo do meu falecido marido
-Mas é um menino tão bom, e coroinha da igreja como o filho de Dona Augusta. -fala o padre Eurico.
Fui falar com Felipe.
-Podíamos estar no lugar dele, você que fez bem Pedro.
-Tenho certeza que ele está no céu agora.
-Tão bonita, com uma doença maldita. -Fala Cláudio
Passou três semanas depois da morte de Renato, sair para trabalhar na barbearia, quando Dona Marisa me chamou.
-Bom dia Dona Marisa.
-Você faz um favor para mim?
-Sim.
-Traga dois quilos de filé de picanha para mim, por favor, estou muito ocupada.
-Sim.
-Tome. -eu peguei o dinheiro -Pode ficar com o troco.
Fui comprei os filés e os entreguei, mas desta vez os meus olhos não a despiram.

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