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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Rota 21- Capítulo 5.

Capítulo 5.


Nova Iorque, 08 de fevereiro; 16h14min.


Acaba de sair da sala Paloma.
-Yasmim está queimando em febre. -Sílvia.
André examina Yasmim.
-Coloque pano úmido na testa dela. Já deu remédio para abaixar a febre dela?
-Já. -Sílvia.
-Ela tem que beber muito líquido.
Ela se levanta e Carolina lhe dá um pacote.
-O patrão pediu que lhe entregasse.
-Como vou entrar num avião com dois quilos de cocaína?
-Se vira. Eu tenho que pensar em tudo.
Paula e Pierre estão numa barraca vendendo água de coco. Pierre entrega o coco e pega o dinheiro, enquanto Paula coloca uns saquinhos com cocaína dentro do coco.
Carolina está se maquiando, Sílvia está sentada na tampa do vaso a observando.
-quanto tempo você está trabalhando na área?
-Por que está me perguntando isso? Isso não é da sua conta.
-Quem é o seu chefe?
-Eu não estou gostando do interrogatório. -se retira.
Paula e Pierre estão na frente de uma faculdade em Recife. Chega um estudante e compra droga na mão de Pierre, ele está do lado de fora do carro, Paula dentro do carro fazendo a unha, com óculos escuros. Aproxima-se um grupo de meninas que compram a droga.
Paula sai do carro quando as meninas se retiram.
-Vamos vazar tem uma viatura logo ali, vamos para a porta de outra faculdade.
Entram no carro e partem.
Carolina vê Sílvia no rool falando ao celular, Sílvia ao vê-la desliga.
-Me dê. -Sílvia entrega o celular.
Carolina liga para o número, chama, a e chama, ninguém atende, desliga.
-Com quem estava falando?
-Estava tentando ligar para casa.
-Ah de você se eu descobrir que você está me mentindo. -joga o celular no chão e pisa até esmagá-lo e se retira.
Carolina entra no quarto e vê Paulo fazendo a barba.
-Quando vamos sair daqui?
-Logo, só acabarmos de vender a droga e fugimos para o México.
-Por que vamos fugir com o dinheiro/
-Paulo limpa o rosto com a toalha e pára na frente dela.
-Acha mesmo que o tal vai dá 80 milhões?
Robson e Renato chegam em Roraima e abrem o caminhão, ver as caixas, Renato sobe e abre uma caixa e tira uma cartela e mostra a Robson a cartela com os comprimidos de cocaína e rir.
Renato acorda , estava dormindo, levanta da cama e ver Robson com uma espécie de conta gotas cheirar cocaína, por a porta estar aberta.
Robson já está dentro do caminhão, chega Renato e entra e tira do bolso da calça dele uma cartela.
-Tome, presente meu. -rir.
André está em casa cheirando, toca a campainha, ele esconde as coisas, se arruma e se olha no espelho e abre a porta, era o pai da sua falecida esposa.
-Senhor João. - este entra.
-Como está?
-Péssimo, eu nem sei mais quem sou o que quero. -com lágrima nos olhos.
-Já se faz um ano filho, a minha filha não gostaria de te ver assim.
-Eu a amo tanto, a amo mais do que a mim mesmo. O senhor acredita?
-Acredito, a sua dor tem vezes que parece maior do que a minha que sou pai.
-Ela tinha que ter me escutado, não ter pego a BR tarde da noite e chovendo. Eu não me perdo-o.
-Foi uma fatalidade, você estava trabalhando.
Se abraçam e André chora como um menino.
Renato chega ao Rio de Janeiro e vai falar com o patrão. Renato ouve uma conversa do patrão com o Roliço.
-O senhor vai pagar mesmo a quantia que prometeu a eles?
-Óbvio que não, antes os matarei.
André pára o carro perto de um precipício. Se viciou depois da morte da esposa, pensava o que sua esposa estaria pensando dele agora. Arrepende-se de não ter tido um filho com ela, pelo menos não se sentiria tão sozinho, sem um motivo para viver, tira do saco o pacote, sai do carro, pensa em jogar, mas era fraco de mais para o ato, estava completamente submetido a droga.
Chega no hospital, é recebido com um bolo e os colegas começam a cantar parabéns, entre eles Fausto.
-Que brincadeira de mal gosto é essa? Vocês sabem que não comemoro mais o meu aniversário, porque nessa data também faleceu a minha esposa num acidente horrível. -ele começa a chorar e cai no chão, Fausto tenta o levantar.
-Desculpa cara, eu pensei que isso não lhe faria tão mal assim.
-É melhor você não trabalhar, descansar.
Fausto o leva até em casa de carro.
-Obrigado. Se quiser pode usar o meu carro para voltar.
-Não, eu pego um táxi. Você tem certeza que quer ficar sozinho?
-Nenhum dia tive tanta certeza como hoje o que eu quero. Chega uma época em que um indivíduo perde tudo até o caráter. -sai do carro.
Entra no apartamento se joga no sofá e vira-se e vê a foto dele com a esposa. Levanta-se, vai até o quarto, abre uma gaveta e tira debaixo da roupa uma arma, pega a arma e fecha a gaveta, tira o tambor e coloca uma bala, está tremendo e chorando, senta na cama, abre a boca e coloca a arma, ele começa a sentir falta de ar, treme, soa, e tira a arma da boca e começa a chorar.
Paulo está dormindo, Yasmim na sala acorda Paloma.
-silêncio, vamos fugir.
-Como?- Yasmim mostra a presilha.
Yasmim consegue abrir a porta com a presilha.
-Vamos a polícia e comunicamos o caso. -Ela fala isso para as outras meninas, Yasmim e Paloma descem a escada devagar.
-Onde pensam que vão?
Aparece na saída Carolina, Yasmim a empurra e foge correndo, Paloma iria sair, mas Carolina a segura.
Desce a escada Paulo.
-Ela foi por ali. -Carolina fala apontando com o rosto.
Paulo corre atrás de Yasmim, essa corre.
-Socorro, me ajudem...Socorro!
Paulo a agarra.
-Quietinha
Ela começa a chorar. E ela é jogada no chão por Paulo ao chegar ao prédio.
Pérola e os amigos compram roupa para Pereba.
-Agora você está um mauricinho Pereba. -Fala Fabrício.
Depois andam de bicicleta pelas ruas e todos depois se reúnem na casa do Tuca. Os pais dentro de casa e eles na piscina. Regininha tomando sol, Pereba e Pérola sentados na beira da piscina, Fabrício dentro da piscina e Tuca chutando uma bola contra a parede.
Fabrício joga água em Pereba e Pérola.
-Ai garoto!- Pérola.
-Daqui a pouco vai chover. -fala Regininha ao olhar para o céu.
-Regininha que maior caó é esse pô?! -fala Tuca.
-É sério gente.
Fabrício joga o pó na beira da piscina e cheira ainda dentro da piscina.
-Aqui ó Tuca o que me pediu. -Pereba entrega o pacote a Tuca, que deixa em cima da cadeira e cai na piscina.
Pereba alisa o rosto de Pérola.
-Como é teu nome Pereba?
-Djalma.
-Que bonito. - o beija.
Na escola no dia seguinte, após o intervalo ela vai falar com o namorado.
-Vamos ao cinema?
-Não tô a fim.
-como não?
-Eu tô em outra, quero terminar.
-quem é? O Fabrício?
-Fabrício é amigo. E acha que vou dizer quem é para você encher ele de porrada? Ele não é da escola e você não o conhece.
-Você está fazendo a maior burrice da sua vida garota. Escreve, - ele se retira.
Ela em casa fumando um cigarro enquanto estuda, toca a campainha, ela desce, era o Pereba.
-Olhe o que eu trouxe pra tu. - tira debaixo da camisa o pacote.
-Obrigado. -o beija-Entra a coroa não tá em casa.
-É melhor não, te vejo na praia a noite.
Ele ao sair esbarra na mãe de Pérola.
-Quem é ele?
-Colega da escola.
A mãe entra e coloca na mesa as compras e a filha fecha a porta e esconde o pacote.
-E a escola já aceita indivíduos da cor dele? Vou falar com o seu pai essa escola não serve mais para você.
-Mãe estamos no século XXI. -ela fala subindo a escada.
Ela ao anoitecer vai a praia e corre com Pereba na praia, um joga areia um no outro, sujam os pés de areia, deitam, se rolam na areia.Eles ficam depois andando, olhando as estrelas, ela segurando a cintura dele.
-Gosto bastante de tu.
-Eu também, você me trouxe muitas coisas boas. A minha casa tá um inferno, só agüento minha mãe chapada.
-Vamos fugir?
-Pra onde? -ela sorrir.
-Sei lá, qualquer lugar seria perfeito com você. Lá no morro tem uma casa em que não há ninguém morando nela, se eu pedi ao poderoso, quem sabe ele libera.
Maria Clara entra no ônibus para Boca do Acre, passa por várias pessoas e sentá-se ao lado de uma senhora bem gorda e ruiva, ela coloca o fone no ouvido. O ônibus começa a se movimentar, ela abraça a mochila, ela olha para a senhora que disfarça que não estava olhando para ela, Maria Clara boceja.
Começa a observar os ocupantes do ônibus, uma senhora de cabelos brancos começa a costurar; uma mulher escura conversa alguma coisa com um menino, talvez seja a mãe dele; ao lado um rapaz perde-se no tempo olhando a cidade pela janela; em frente havia um casal trocando carinhos, eles deveriam ter uns quarenta e poucos anos.
Anoitece, ela acorda, ela tinha pegado no sono, tira o fone.
-De onde você é? -pergunta à senhora ruiva.
-Sou de um interior de São Paulo.
-O que está fazendo aqui?
-Vou visitar um namorado.
-Nossa mora longe ele!
-Nos conhecemos na internet.
-mas isso é perigoso menina.
-E a senhora mora em Manaus/
-Sim, mas sou acreana, já moro em Manaus há 10 anos, vim por causa do meu filho.
-O que a senhora vai fazer em Boca do Acre?
-Visitar uma parenta que tá muito doente coitada.
-por que não a levam para Manaus? Com certeza deve ter mais recursos.
-Ah é cabeça dura, mas boa pessoa. Você é bonita.
-Obrigada.
O ônibus pára.
-Por que será que parou.
-É uma blitz.
-Eu vou ao banheiro, com licença. -leva a mochila.
Entra no banheiro.
-Droga. O que eu faço.
Abre a mochila, pega um saco e coloca o dinheiro nele, abre a tampa do reservatório da descarga e coloca o saco lá, dá a descarga, sai do banheiro e dá de cara com um policial.
-O que estava fazendo?
-Xixi.
-E por que levou a mochila?
--É que tem maquiagem, sabe mulheres, vaidosas.
-Me dê a mochila. -ela entrega.
Ele abre, tem maquiagem e outras coisas.
-Por que não tem roupa nessa mochila?
-Tem uma mala aí embaixo com as minhas roupas.
-Mas tem bastante espaço aqui.
-Sabe como são as mulheres nunca facilitam.
-desce para ser revistada.
Ela desce, a revistam, tiram as malas e dão para os cachorros cheirarem.
Ela é liberada para voltar ao ônibus, ver ao subir que um policial está revistando o banheiro, ela finge um desmaio.
Os policiais tentam a animarem de novo, o policial que está no banheiro é chamado, ela abre os olhos e ver muita gente ao redor dela.
-Está bem?
-Estou...
Ela senta-se ao lado da senhora, pega o terço que estava no bolso da calça e começou a rezar e os policias se retiram e o ônibus volta a andar.
-Você tá gelada menina. Está bem?
-Nada, não há nada.
Ela levanta-se e vai ao banheiro e tira o saco do reservatório da descarga e guarda na mochila
O ônibus chega a Boca do Acre, ela desce do ônibus e se despede da senhora ruiva. Hospeda-se num pensionato antes de ir ao encontro com o homem. Comprou cordas e pegadores. Está deitada na cama olhando as notas estendidas na corda para secarem.
No dia seguinte, ela foi ao encontro.
-Roliço. -ela sorrir.
-Oi menina, entre. -ela entra no carro e entrega a mochila.
-Tá tudo aqui?
-Sim.
-Por que demorou?
-Tive alguns probleminhas, já posso ir?
-Não, você vai comigo.
Rafael pára em frente a um templo chinês, estar na lotada Pequim, o trânsito confuso, o barulho da cidade, habitantes andando com as suas bicicletas numa cidade cada vez mais poluída. O velho e o novo, o comunismo e o capitalismo numa mesma cidade.
Pensa em sua vida, nos anos que passou na cadeia, na sua esposa e filhos. o que ocorrerá daqui pra frente era uma incógnita. Ele só sabia que tinha que vender cocaína para um mafioso. Ele chega na mansão, há várias mulheres orientais, estão na sala. Uma está num queijo dançando num mastro, outras duas se agarrando no sofá, uma aparece vestida de faxineira, só na frente (de costas estava completamente nua).
No meio da sala tinha um ofurô, onde estava o mafioso com mais meninas nuas.
Como bom traficante ele aprendeu inglês para ganhar em dólar. A negociação durou uma hora. Ao sair o mafioso oferece a ele uma linda mulata brasileira, que estava de cinta liga.
-No, thank you.

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