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sábado, 20 de novembro de 2010

Eduardo e Mônica -Capítulo 2.

Na minha casa, ninguém ia à igreja aos domingos, não havia imagens, terços, bíblia, não se agradecia pelo alimento do dia, como as outras famílias da época.
- Desligue o rádio minha filha. Não tem outra notícia a não ser esse golpe.
- Jango não devia ter fugido como um covarde.
- Se exilou no Chile.
- Mãe, por que a senhora não tem fotos do papai?
- É melhor você dizer a verdade.
- Não. – ela chorando.
- O seu pai fugiu com outra mulher, quando soube que sua mãe pegou barriga, desgraçou a minha filha.
- Nunca mais tiveram notícias dele?
- Chega! – a minha mãe bate a mão na mesa – O seu pai está morto e enterrado.


Mônica – 1966 – Aos 12 anos


Mônica conheceu Sérgio aos 12 anos, eram do mesmo signo, leão. Planejavam ter dois filhos, envelhecerem juntos. Ele era mais velho que ela só um ano.
Se conheceram no colégio, trocaram telefones. Ele jurava amor eterno a ela e vice-versa, mas ele era paulista, o pai corretor de imóveis.
Ela sabia que um dia poderia o perder, este dia tinha chegado.
- Eu juro que nunca vou te esquecer.
Ela tira uma correntinha do bolso da calça.
- É uma medalhinha de Nossa Senhora Aparecida. – ela chorando – Toda vez que você olhar para ela, vai se lembrar de mim.
- Meu coração vai ficar. Eu juro que volto para lhe buscar. – se beijaram.
- Vamos, Sérgio. – o chamam.
Eles de mãos dadas, se soltam devagar, ela coloca a mão no rosto.


Eduardo – 1960 – Aos 8 anos


Ele está estudando, entra uma mulher.
- O seu pai ainda não chegou?
- Não.
Ela tira a blusa, deita na cama.
- Vem cá!
Ele sobe na cama, ela beija o pescoço dele, e o beija e coloca a mão por debaixo do short dele.

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