Contagem (Minas Gerais) – 25 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas; 9h.
Um padre velinho e barbudo está ministrando uma missa.
-Em nome do pai, do filho...
Entram Caetano e Sílvia com policiais, todos se viram para a porta da igreja. Caetano sobe ao altar e algema o padre.
-O senhor está preso, senhor Sérgio de Melo Trindade.
Os fiéis ficam indignados.
-Ele não é padre senhores, é um traficante procurado. –Sílvia.
Caetano tira a barba postiça de Sérgio.
-Fim de linha doutor. –Caetano.
Ele é colocado no camburão da viatura.
Na delegacia, Pedro Archanjo ver Aristóteles retirando suas coisas.
-Fui afastado, agora vou pra casa, quem sabe dançar com minha esposa Detalhes de Roberto Carlos. Há tempo que não danço com minha esposa.
-Vamos a um barzinho gente comemorar a prisão de Sérgio de Melo Trindade. – propõe Sílvia ao chegar com Caetano.
-Estou indo embora. –Aristóteles abraça os dois.
-Eu não posso, eu vou visitar uma pessoa. – diz Archanjo.
-Então babou, eu iria antes mesmo levar uma pessoa de volta pra casa.
Sílvia leva Yasmim de volta pra casa, ela ao entrar ver os pais que a abraçam a lágrimas.
Sílvia o olha e se emociona.
-Minha filha. – a mãe.
-Nunca mais faça isso. – o pai.
Yasmim ver os pais da sua amiga, Ângela. Ela os abraça.
-Lamento a polícia até agora não encontrou o corpo da sua filha. – fala Sílvia.
Aristóteles chega em casa e é abraçado pelos filhos e esposa.
-Ao papai tudo! – grita o filho.
-Obrigado.
-Fiz a torta que você tanto gosta querido. – a esposa.
Depois olham os vídeos da família, todos juntos, ele se emociona.
-Não é justo esquecer isso, os dias mais felizes da minha vida.
Pedro Archanjo toca a campainha da casa de Lara. Ela abre a porta.
-Pedro Archanjo.
-Tá ocupada essa noite?
-Não.
-Eu gostaria de saber se você...
-Está me convidando para sair?
-Sim, estou. – sorrir – Aceita?
-Claro. Por que não?
Sílvia está num bar, chega Caetano.
-Achou que iria comemorar sozinha?
Ela sorrir.
-Os exames não deram nada. Você está ótima graças a Deus. Amor você se arriscou muito se tornando cobaia disso.
-Mas se não fizesse isso, não prenderíamos Sérgio e tantos outros envolvidos. O esquema era muito grande, e ainda têm outros que nem foram presos. Só lamento as vidas que perdemos. Amanhã começa tudo de novo.
-Mas na próxima semana saem a s nossas férias. Que tal viajarmos?
-Qualquer lugar menos Nova Iorque. – sorrir.
-Agora podemos voltar pra casa e tomar um banho de banheira juntos. Que tal?
-Achei a idéia maravilhosa.
Cosme chega em casa, abre a porta e Paula quebra um jarro na cabeça dele e foge com uma mochila deixando a porta aberta.
Ela vai ao porto da Barra, tira algumas notas da mochila e guarda na carteira, o resto ela joga no mar. Ela olha as ondas levando o dinheiro.
Ela se lembra do dia que colocou o dinheiro na carroceria do caminhão de Cosme e Damião, estava com um casaco que escondia o rosto.
Depois se lembrou no dia que contou que estava grávida a Cosme, antes dele entrar, ela provocou o vômito introduzindo um dos dedos na boca, antes comprou um teste de farmácia e pediu a uma vizinha que estava grávida que fizesse o teste.
Ela está com uma peruca loira na Rodoviária de Salvador, ela entra no ônibus. Não entende porque está triste, desconhecia o significado do amor. Passa pelos passageiros, estava sentindo a falta de Cosme. Senta-se.
O ônibus parte, uma mãe no ônibus começa a cantar uma música para a sua filha dormir, Paula começa a chorar, era a música que a sua mãe cantava para ela na infância.
Perdeu a infância muito cedo. A mãe fica inválida depois de derrame, o pai desempregado, ela aos 14 anos começa a fazer vida para sustentar os pais. Os pais ao descobrirem como ela ganhava o dinheiro a expulsam de casa. Ela depois para no calçadão.
Ela não sabia, iria para a Cidade do Porto, em Portugal, fazer o que a vida permitiu que ela aprendesse, a se prostituir.
Carolina no pátio do presídio ver os filhos de umas presas brincando no pátio. Ela alisa a barriga.
Lembra-se de Paulo, das frases que ele dizia a ela quando a conheceu, quando ainda era casada, “Você é linda, uma deusa.”, “Te amo”, “Você é perfeita, o seu rosto é de princesa”. Abraça-se, os seus olhos se enchem de lágrimas.
Robson no centro de recuperação para drogados, está na cela, nu, deitado no chão de bruços, chorando.
Rafael na sala de visita recebe a esposa e a filha careca e o filho na cadeira de rodas. A esposa a alisa o rosto do marido e entrega uma Bíblia a ele.
A mãe de Pérola olha a foto da filha, está chorando, é consolada pelo ex-marido, ela deita a cabeça dela no ombro dele.
No cemitério entre vários túmulos o de Luís André.
No oceano afundando o corpo de Renato.
Num parquinho, sentada num banco, Bárbara olha as famílias juntas, reunidas, felizes e ela sozinha.
Lembra-se da infância, desejou que voltasse a ser criança, nessa época não sabia o que os pais faziam, era inocente, brincando na varanda da casa com a sua mãe. Estava mais segura no útero da mãe do que agora.
Cosme anda descalço pela Paralela, enxuga as lágrimas com as costas das mãos. Anda pela passarela sem rumo. Tapa a boca com o braço. Deita na grama, olha o céu.
A polícia acha na construção abandonada o corpo de Damião.
Dançam Aristóteles e a esposa Detalhes de Roberto Carlos.
Na banheira, abraçados, juntinhos, Sílvia e Caetano.
Lara e Pedro Archanjo no restaurante conversando como velhos amigos. Quando ele pega na mão dela.
Por fim, Branca e outras detentas vão falar com outra presidiária.
-Mostre a ela qual o pagamento dela por ter dedurado nós. – Branca.
As outras chutam a mulher e Branca olhando tudo. Chegam as carcereiras, elas se afastam inclusive Branca.
Deixando a mulher caída no chão.
-O que está acontecendo aqui? – pergunta a carcereira.
-Não sei de nada. – Branca.
Os policiais queimam a cocaína apreendida, enquanto a droga vira cinza eles sabem que vai aparecer outro, outro e outro. Crianças serão seduzidas pelo tráfico. Vidas e famílias destruídas até o governo tomar a decisão de acabar com isso, vendo onde está o problema, a falta de uma escola que eduque e emprego para uma vida digna.
Salvador, 07/08/2008.
Virgilio Kruschewsky.
domingo, 29 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
A redação
Na falta de criatividade, vou postar um texto infantil que escrevi em 2006 (aos 17 anos), quando um professor de Português pediu uma redação com tema livre, sentou-se em sua mesa e não fez mais p.... nenhuma até o fim da aula.
Na aula seguinte, o professor leu meu texto para toda a sala, disse que foi o melhor de todos e que tinha certeza que teria um futuro brilhante como escritor. Estou esperando...
Sexta-feira. Última aula. Aí chega a dona Deodete e pede uma redação, tema livre, mínimo vinte linhas. O que passa pela cabeça de um professor ao pedir uma redação, tema livre, mínimo vinte linhas?! O que dava mais raiva era vê-la sentada em sua mesa, tranquila, folheando uma revista de cosméticos da Avon. Por acaso ela acha que é fácil escrever assim do nada, sem nenhuma proposta, ideia ou faísca que ajudasse a começar a redação?
Todos ao meu lado rabiscavam suas folhas. Aquilo me apressava a escrever também. Mas o que? "Minhas férias"? Não, muito manjado. Aliás, não teve nada de mais em minhas férias de meio de ano. Tv, futebol, video-game e dormir. E minha mãe reclamando. Não daria nem duas linhas. "Meu cachorro"? É, o 'Baruk' é legal. Tem até uma vida melhor que a minha. Vive na rua o dia inteiro, arranja um monte de namorada, e ninguém acha ruim. Minha vida é um tédio.
Meia hora para o fim da aula. o que eu faço? O que? "Alienígenas"? Não, eu não acredito. "Fantasmas"? Ah, esses sim. Eu até já vi um. Ninguém acredita, mas é verdade. "Dinossauros"? Faz tempo que não ligo mais pra isso. 'Jurassic Park' não me impressiona como antes.
Não consigo me concentrar direito. Todos esses cochichos, e tic-tacs, e tosses, e espirros, e o folhear da revista de cosméticos da Avon atrapalham meus pensamentos. "Meus brinquedos"? Muito simples. "A história do Brasil"? Muito complexo. Acho que é melhor eu esquecer isso e aproveitar a aula pra cochilar.
Já sei! "Corrupção". Foi o tema da aula anterior, de Geografia. Tá tudo na ponta da língua, quer dizer, do lápis. Vou começar ago... Ah, Não! O sinal. A aula já acabou? Que droga! Tô vendo que vou ficar de recuperação esse bimestre...
Todos ao meu lado rabiscavam suas folhas. Aquilo me apressava a escrever também. Mas o que? "Minhas férias"? Não, muito manjado. Aliás, não teve nada de mais em minhas férias de meio de ano. Tv, futebol, video-game e dormir. E minha mãe reclamando. Não daria nem duas linhas. "Meu cachorro"? É, o 'Baruk' é legal. Tem até uma vida melhor que a minha. Vive na rua o dia inteiro, arranja um monte de namorada, e ninguém acha ruim. Minha vida é um tédio.
Meia hora para o fim da aula. o que eu faço? O que? "Alienígenas"? Não, eu não acredito. "Fantasmas"? Ah, esses sim. Eu até já vi um. Ninguém acredita, mas é verdade. "Dinossauros"? Faz tempo que não ligo mais pra isso. 'Jurassic Park' não me impressiona como antes.
Não consigo me concentrar direito. Todos esses cochichos, e tic-tacs, e tosses, e espirros, e o folhear da revista de cosméticos da Avon atrapalham meus pensamentos. "Meus brinquedos"? Muito simples. "A história do Brasil"? Muito complexo. Acho que é melhor eu esquecer isso e aproveitar a aula pra cochilar.
Já sei! "Corrupção". Foi o tema da aula anterior, de Geografia. Tá tudo na ponta da língua, quer dizer, do lápis. Vou começar ago... Ah, Não! O sinal. A aula já acabou? Que droga! Tô vendo que vou ficar de recuperação esse bimestre...
Na aula seguinte, o professor leu meu texto para toda a sala, disse que foi o melhor de todos e que tinha certeza que teria um futuro brilhante como escritor. Estou esperando...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Ao Mundo dos sonhos - capítulo 6

Reencontro
1
O leão se desvencilhou de seu banquete, queria mais. Recomeçou a trotar para onde ouvia barulho, pois mal sabiam as crianças que ele não possuía a menor visão ou olfato e tinha uma séria carência em sua capacidade auditiva.
2
A criança-demônio esperou os jovens remanescentes correrem mais, estava se divertindo. Quando eles acharam que tinham o perdido de vista, pulou alto e voltou ao tubo de ventilação, por onde viera e por onde era muito mais rápido se locomover.
3
- É logo ali. - disse Rafael.
De longe, podia-se ver a luz da rua. A esperança despontava no coração de cada um deles; enfim tudo terminaria, pelo bem ou pelo mal. Avançavam pelo corredor, passando por uma porta que revelava uma sala escura e pequena, aparentemente uma despensa do zelador da escola. Somente Alice a percebeu, os outros dois conheciam a escola como a palma das próprias mãos, mas nunca se importaram com aquela sala em questão.
A luz da saída foi se tornando maior a medida em que se aproximavam, mas quando estavam perto o bastante para já ver a rua, o monstro que matara seus amigos desceu de um buraco no teto. Os jovens fizeram força para parar. Viraram para trás mas o leão já os alcançara, nem a sala do zelador servia como refúgio, estava do lado dele. Estavam aterrorizados: de um lado vinha um leão que não teria o menor receio em se servir de suas carnes, e de outro estava aquela criatura bizarra de propósito desconhecido.
De repente, a silhueta de um homem surgiu na rua por trás da criança-monstro. Ele portava um objeto grosso, como um bastão, e lhe aplicou um golpe de extrema violência na cabeça. O demônio permaneceu em pé, mas não conseguiu repelir o segundo golpe. O leão rugiu. O homem agarrou aquele ser estranho e, com muito esforço, o jogou ao leão. Como um animal treinado de circo, o selvagem felino abocanhou seu alimento no ar.
- Entrem na sala do zelador! Não é seguro sair da escola agora. E não digam nada, ele é meio surdo - Disse o homem. Alice reconheceu a voz talvez antes da primeira palavra. Era seu pai, o homem que a criou e a quem ela viu morto e veio resgatar. Se conteve em falar com ele e entrou na pequena sala do zelador com os outros dois. De dentro da sala, puderam ouvir o som da luta aparentemente injusta. Basicamente, o leão rugia e o homem gritava.
Os gritos e rugidos cessaram. Rafael abriu lentamente a porta e os três viram o homem em cima do leão, como um pistoleiro em cima de seu cavalo. Lúcia percebeu então como ele era parecido com Alice.
4
Tendo domado o leão gigante e salvo os alunos remanescentes, Antônio se dirigiu a eles.
- Ei garotos, vocês estão... - ele não conseguiu terminar a frase. Talvez pela emoção que tomou conta de sua concentração, talvez pela guria pendurada em seu pescoço, chorando. Alice sonhava com esse momento. Não conseguia respirar direito. Tentou mas não conseguiu dizer tudo o que planejava falar quando reencontrasse seu pai, o homem que a compreendeu, que a ensinou e incentivou a ser alguem.
- Alice, mas o que você está fazendo aqui? - Ele perguntou
- Eu vim te buscar
- E sua mãe, sabe?
- Não. Mas ela vai ficar bem
- Que bom. - Ele riu e a abraçou. - Garotos, fiquem na escola. Não é seguro lá fora, mas eu voltarei para buscá-los muito em breve. Levarei o leão.
Após um breve convencimento de que teriam que se separar de novo, Antônio se retirou. Alice estava se dirigindo de volta à sala, quando ouviu seu pai voltando às pressas.
- Alice, antes que eu vá, me diga mais uma coisa: Carolina também está aqui?
- Sim. É importante que ela tenha vindo?
- É crucial.
domingo, 22 de novembro de 2009
Rota 21 -Capítulo 9.
Nova iorque, 24 de fevereiro; 23:17
Chegam os homens no predio onde estão as meninas, Paulo e Carolina.
Eles estão negociando chegam, os policias, a troca de tiros e gritos. Carolina tira uma arma e Sílvia atira nela, atingindo no ombro, ela olha pra ela e cai no chão.
Paulo entra no quarto e traca a porta, os os são presos.
- Está bem ? – Pertgunta Caetano, o marido de Sílvia.
- Sim estou.
- vocês estão livres.
As meninas começam a chorar.
- Sai desse quarto Paulo Basto .
Ele no quarto coloca cocaina na siribga com uma liquido e aplica na veia. Arrombam a porta e encontram espumando e tremendo.
- Rápido.
Carolina ver eles levando o levando antes de apagar.
Ela acorda no leito de hospital e ver Sílvia.
- Seu nome é Sílva mesmo.
- Sim, so menti o sobrenome. Homicídio, ocultação de cadáver, formação de quadrilha, furto pirataria e trafico. Você vai pegar muito tempo de cadeia. E seu marido chegou morto no hospital.
Carolina começa a chorar.
- Descobrimos aqui que você está grávida já de dois meses.
Ela grita e deita na cama.
- Vou fazer de tudo para amenar sua pena se me ajudar.
Ela treme, entra o enfermeira e aplica uma injeção nela ela para e dormi.
Sílvia fica a olhando por algum tempo e se retira.
Aristóteles entra em um deposito, abre a caixa e tira uma cartela e pega um comprimido e o esfarela e cheira .
- Cocaina .
Os homens são presos.
Arrombam o apartamento onde estão Bárbara e Renato.
Ela é presa.
- O que está acontecendo ?
Renato tenta fujir pela janela, mas é jogado no chão e é preso.
Bárbara olha Renato algemado.
- Sabe que o que está acontecendo aqui menina ele trabalha para seu pai, é traficante de cocaina.
Bárbara e levada até um jatinho e Renato vai com Aristóteles no navio, e é algemado no mastro.
- Vamos dá um passeio.
Bárbara é levada ao hospital e entra a medica com o resultado
- Já posso sair daqui ?
- O seu exame deu possitivo para ovírus da AIDS.
Não pode ser. Ta errado ! Eu não sou soro possitivo.
-Fizemos o exame duas vezes. Pessoas com quem você envolveu tem vários parceiros e compartilham seringas.
-Sai.Vai embora!- ela chorando, se encosta numa parede e desce sentando no chão.
-tem pessoas que conseguem conviver com a AIDS, podem ter uma vida normal.
-Vida normal? Estou com uma sentença de morte nas costas. Eu vou morrer! – ela grita, coloca a mão na cabeça.
A m´dica a deixa sozinha.
No návio Renato conseguem soltar a algema olha para os lados, corre e pula, cai na água, começa anadar.Os policiais atiram nele.
-Voltem com o návio. – ordena Aristóteles.
-Não dá senhor.
-Droga.
Renato nada muito, está cansado, olha para todos os lados, nenhum sinal de terra firme, até o návio desaparecer na imensidão.
-Não! – grita e não é ouvido.
Branca é levada a sala de visita e ver a filha lá. Ela senta-se.
-Como foi em Paris?
-Eu não estava em Paris, fui para Milão com um dos homens do papai. Os nossos bens estão apreendidos. A senhora foi presa por tráfico.
-Uma injúria, só acharam 9 quilos comigo.
-Estou com AIDS.
Branca se levanta e se afasta da filha.
-Guardas!...Guardas!
-Eu sou sua filha! – ela grita.
-Eu não pedir que você se envolvesse com bandido.
-A senhora também é bandida.
Chegam os guardas.
-Me tirem daqui. – pede Branca.
Ela se retira com os guardas, Bárbara começa a chorar.
Cosme chega em casa e ver Manuela vomitando no vaso sanitário, a leva para o sofá.
-O que houve?
-Eu estou grávida. – mostra o teste de farmácia.
-É dele?
-Não.
-Mentira. Como você pode saber se é meu? Transou com os dois.
-É seu porra! – ela grita.
-Não, é dele.
-Seu cú.
-É dele.
-Se cú. Se não acredita em mim é melhor terminar. – ela chorando –Eu podia muito bem dizer que era dele, agora ele tá rico.
Ele toca na barriga dela, está com os olhos lacrimejados.
-Um filho. – sorrir –O que vai ser dele?
-Mate Damião. – ele olha para ela – Assim garantiremos um futuro para o nosso filho.
Depois se encontram com Damião que está cheio de ouro, terno e gravata.
-comprei presentes para vocês.
Um vestido para Manuela e um relógio para Cosme.
-Obrigado.
Manuela olha para Cosme.
Damião vai para um bar, sai já tarde da noite, a rua está deserta.
Cosme aparece atrás dele, Damião vira-se.
-Irmão.
Cosme levanta uma arma, está chorando.
-O que é isso? – Damião pergunta.
Mas Cosme não responde e começa a atirar um total de cinco tiros.
Damião cai no chão, se aproxima Manuela, Cosme se ajoelha.
Cosme e Manuela levam o corpo a uma construção abandonada e o deixam lá.
Depous voltam para a casa, na cama, ela sentada encostada na cabeceira da cama de calcinha e com uma blusa de botão aberta, Cosme só com um short, chorando deitado no colo de Manuela.
Pelo resto da madrugada Cosme treina a assinatura de Damião. Ela se aproxima para ver , comendo uma maçã.
No dia seguinte vão a agência, ele falsifica assinatura de Damião e pegam o dinheiro.
Lara chega ao hospital e não ver o noivo no leito. Ela vai falar com a enfermeira.
-Onde está o rapaz que estava nesse quarto?
-Foi transferido, acordou do coma, está fazendo uns exames.
Ela depois foi se encontrar com ele no novo quarto.
-Amor.
-Tudo bem?
-Tudo. Quanto tempo eu fiquei em coma?
-Cinco anos.
-Nossa! Quando sair marcamos de novo o nosso casamento.
Ela chorando.
-Não, não Fábio. Eu não vou casar com você.
-Está com outro homem?
-Claro que namorei outros homens enquanto você estava em coma. Eu pensei que você nunca mais iria acordar.
--Te amo. Eu paro de usar cocaína.
-Você não tem que parar por minha causa, e sim pela sua. Você perdeu cinco anos de sua vida, perdeu tantas coisas. Eu não te amo mais.
-Me disseram que você me visitava todos os dias. – ele chorando.
-Eu tive pena de você, agora só tenho um carinho fraternal por você. – vai alisar o rosto dele – Podemos ser amigos.
-Saia, não quero ser seu seu amigo. – ele vira o rosto.
Ela se retira.
Depois vai até a delegacia para entrevistar Pedro Archanjo.
-Pedro Archanjo?
-Sim. Quem é você?
-Sou do Tribuna Carioca. – oferece a mão.
-Não dou entrevistas para jornalistas. Vocês colocam os viciados, os traficantes fazendo uma história miraborante. Coneço tipos como você. Falam mal dos quew usam, mas não passam também de um bando viciados desde da época da faculdade.
-Você não pode julgar assim todos, ou acha que só tem gente boa na polícia?
Ele não responde.
-É só issso?
-É.
Ela se retira e encontra o colega de trabalho.
-Sujeito idiota.
-Não conseguiu a entrevista?
-Não.
-Já vou.
-tá.
Ele sai com a moto e ela entra no carro, mas o carro não pega.Ela sai, está vindo Pedro Archanjo.
-Com problemas?
-Não te interessa.
-Eu te dou carona. Mora aonde?
Ela o olha.
-Desculpa pelo o que eu disse.
-Está bem.
Ela entra no carro dele, ele a leva até em casa.
-Obrigado.
-de nada.
Ela sai do carro.
-Qual o seu nome?
Ela vira-se.
-Lara.
-Lara se quiser eu te dou a entrevista.
-Certo.
-Amanhã levo o seu carro para o conserto, eu pago, é uma forma de me desculpar por ter te destratado.
-Obrigado, mas eu gosto de pagar eu mesma minhas contas.
Ela entra e ele se retira.
Em casa, o rosto dela não saia da cabeça dele. Tinha um rosto angelical, branquinho, com um sinal perto da boca, parecia uma boneca de porcelana. Linda. O seu resto doce e meigo não parecia nada com seu jeito explossívo, rebelde. Lara... lara...lara ele dormiu repetindo o ome dessa lina mulher .
É marcada a acareação com o juíz com Dona Branca de Melo Trindade. A frente da Comarca está cheio de curiosos e jornalistas, entre eles, Lara e o seu colega .
Branca chega na viatura , tiram várias fotos , ela está de óculos escuros e algemada, ao lado dela o advogado.
- A senhora ganhava quanto traficando?
-É verdade que a senhora fabricava ternos recheados de cocaína.
-Deixem minha cliente por favor.
-O que a senhora tem a falar da conta na Suíça? –Lara pergunta.
Ela vai entrar na Comarca, vira-se e dá uma banana para a imprensa, esta retibui tirando9 fotos. Ela entra.
-Tirou a foto? –Lara pergunta ao colega.
-Tirei.
-Chega outra viatura, a multidão se dirige toda para o outro carro.
Saem Carolina, Rafael e Pedro Archanjo.
-Eles não irão responder nenhuma pergunta.
Eles vãso subindo a escada, ele ver Lara.
-Você aqui??
-É, sou igual ao senhor, não tenho direito a feriado. E você tá fazendo o que aí?
-Vim acompánhá-los. –Ele se retira.
Ela vira-se para o seu colega.
-Dê uma volta por toda Comarca. Temos que descobrir em que salas eles estão. E torcer que as janelas sejam trasparentes para fazer uma boa foto. Anda.
Ele se retira. Ela senta-se no gramado aguardando o fim da acareação.
Na sala aguardando ser chamada Branca com o seu advogado.
-Negue, sempre negue. A lei te protege.
-Espero. Que você está sendo muito muito bem pago. E já foi resolvido os problemas com os meus bens?
-Ainda estão apreendidos.
-E o meu marido?
-Nenhum sinal dele.
Ela é chamada.
-Vamos.
Ela entra na sala e senta-se.
-Senhora Branca de Melo Trindade, a senhora é acusada de tráfico de drogas, formação de quadrilha, lavagem de dinhero, sonegação fiscal. O que tem a dizer sobre essas acusações.
-São todas falsas meritissimo.
-Quando a senhora foi presa estava em posse com 9 quilos de cocaína. Tem uma conta conjunta em 50 milhões na Suíça com o seu marido.
-Eu não tenho nada haver com as sujeiras do meu marido.
-Ela é estilista meritissimo. –fala o advogado –Conhecida mundialmente.
-Fabricava ternos recheados com um quilo de cocaína , os desfiles não podiam ser filmados e as notas fiscais eram frias.
-Calúnia, estou sendo vítima dessa sociedade , eu posso ser muito bem uma usuária .
-A senhora convivia com o seu marido. Casada há 26 anos. E asenhora quer me dizer que não sabia de nada dos negócios do seu marido.
-O marido pode muito bem ser outra pessoa dentro de casa meritissimo.
-Ela foi presa em flagrante oferecendo cocaína para as suas clientes. A senhora também vendia nos seus desfiles no estrangeiro?
-eu não sei do que o merritissimo está dizendo.
-Entra Carolina Bastos.
Ela entra e senta-se de frente com Branca.
-O que é isso? Ela vai ser interrogada comigo? Nem a conheço. –se levanta.
-Contenha-se Dona Branca.
-Sente-se Branca. –o advogado.
-Carolina você é acusada de tráfico de drogas , homicídio,. Ocultação de cadáver, formação de quadrilha, crime contra o menor, furto, pirataria de jóias. O que tem a dizer sobre esses crimes.
Ela come3ça a chorar a chorar.
-Cometeu esses crimes Dona Carolina? Conhecia pessoalmente a senhora Branca?
Não, meritissimo. Só tive contato com o marido dela.
-A senhora matou o seu marido?
-Sim. Eu era muito infeliz com ele, me envolvi com paulo, me apaixonei por ele . ele pediu que fugisse com ele, mas tinha medo do meu marido, ele me espancava todos os dias. Até o dia em que taquei fogo nele vivo.
Branca começa a rir.
-Meritissimo, o senhor vai acreditar nessa historinha da carochinha.
-Dona Branca se dirija a mim quando eu pedir.
-branca cale-se. –pede o advogado.
-A senhora com o seu falecido amante entraram nos Estados Unidos com meninas recheadas de cocaína. Foi presa em flagrante negociando cocaína.
-Eu assumo os meus crimes.
-Que bonitinho e comovente. - Fala Branca.
-A senhora tinha conhecimento que era vendido cocaína nos desfiles da senhora Branca?
-Não, mas a quantidade de drogas no estoque, o plano miraborante e asituação suspeita.
-Vagabunda!
Branca se levanta e puxa os cabelos de Carolina.
-Vadia.
Policiais apartam a briga.
-Louca. –fala Carolina.
-Me soltem. Vocês estão diante de Branca de melo Trindade. Eu fiz história na moda.
E agora nas páginas criminais dona Branca. Recesso de uma hora. –ele se retira.
-Você estragou tudo Branca.
-Pois concerte. É pago pra isso.
Carolina é levada pelos policiais, está com sorriso nos lábios.
-O que foi? Pela quantidade de crimes que você tem . Você vai apodrecer na cadeia infeliz .
-Mas serão anos que pagarei satisfeita só em ver uma madame como você atrás das grades. –ela é retirada.
-Que sujeitos que o meu marido me obriga a conviver.
Carolina está saindo da Comarca.
-A senhora vai voltar pro hospital/
-ela está sendo levada para um presídio, lá aguardará o julgamento.
Entra no carro. A imprensa depois recebe um documento contendo a primeira parte da acareação.
-Nossa que sujeitinha baixa é a Dona Branca. Como eu queria ver ela descer do salto. –fala Lara.
-A senhora como tem uma conta conjunta com o seu marido e não sabe para que ela servia. Não é uma prova suficiente que a senhora fazia parte da quadrilha.
-Vamos. Continue. O que mais?
-Meritissimo, perdõe minha cliente, ela está nervosa.
-Quem te fornecia? Quem ordenava fabricar os ternos? Quem lucrava.
-Eu! Eu! Eu! Eu tenho dinheiro suficiente pra isso. Se eu quiser eu compro até essa Comarca. Quem garante que sua esposa ou filhos não compram droga na mão do meu marido. É um negócio como outro qualquer. Que país falso moralista. É terceiro mundo.
-branca.
-Me deixa. Me prendam logo. Dia ou menos dia eu vou está solta, tudo é uma questão de dinheiro nesse país.
O advogado se retira, ela senta-se.
-Parabéns Dona Branca nunca vi uma pessoa tão... bandida. Entre rafael paranhos.
-Tráfico de drogas, formação de quadrilha. O que tem a dizer sobre esses crimes?
-Eu os cometi.
-Não, só o marido.
-O senhor já tinha sido condenado por tráfico.
-sim, meritissimo.
-O senhor foi a Cuba, a China e a uma favela do Rio, onde hopuve troca de tiros com policiais e traficantes. Foi fazer o que nesses locais?
-Vender cocaína.
-Quanto Sérgio prometeu a você?
-10 milhões.
-Conheceu Pierre, Maria Clara e Paulo?
-Sim, eles também participaram da Rota 21.
-Que data você e os outros se reuniram para saber o plano?
-Cinco de fevereiro.
-Você se acha pior do que Dona Branca por ser de outra classe social, de outra cor. Mesmo que tenha cometido oi mesmo crime que ela tenha cometido o mesmo crime que ela.
Rafael olha para Branca.
-Não, tenho os mesmos direitos que ela e dizem que a justiça tem que ser imparcial.
-Dona Branca será levada a um presídio feminino e lá aguardará o seu julgamento que deve ocorrer até o fim desse ano. Rafael também será transferido para um presídio para aguardar o seu julgamento.
Eles são algemados e o juíz se retira. Ela é retirada da Comarca não escuta as perguntas dos jornalistas que são feitas a ela.Nem nota que está sendo fotografada.
Ela entra na viatura e é levada até a penitenciária, lá, ela tira os brincos, pulseiras, colar, presilha, se veste com a roupa de presidiária. É levada até a cela.
As colegas de cela a olham.
-o que estão olhando? Eu vou sair muito antes que vocês pensam, tenho dinheiro, muito dinheiro. Cadê a minha cama?
-tem pouco colchão, tem que dormir no chão boneca, se haver espaço no chão, porque aqui está lotado querida. Agora cale a boca.
Ela senta-se num canto da cela ao ver a grade teve a certeza que estava presa.
Chegam os homens no predio onde estão as meninas, Paulo e Carolina.
Eles estão negociando chegam, os policias, a troca de tiros e gritos. Carolina tira uma arma e Sílvia atira nela, atingindo no ombro, ela olha pra ela e cai no chão.
Paulo entra no quarto e traca a porta, os os são presos.
- Está bem ? – Pertgunta Caetano, o marido de Sílvia.
- Sim estou.
- vocês estão livres.
As meninas começam a chorar.
- Sai desse quarto Paulo Basto .
Ele no quarto coloca cocaina na siribga com uma liquido e aplica na veia. Arrombam a porta e encontram espumando e tremendo.
- Rápido.
Carolina ver eles levando o levando antes de apagar.
Ela acorda no leito de hospital e ver Sílvia.
- Seu nome é Sílva mesmo.
- Sim, so menti o sobrenome. Homicídio, ocultação de cadáver, formação de quadrilha, furto pirataria e trafico. Você vai pegar muito tempo de cadeia. E seu marido chegou morto no hospital.
Carolina começa a chorar.
- Descobrimos aqui que você está grávida já de dois meses.
Ela grita e deita na cama.
- Vou fazer de tudo para amenar sua pena se me ajudar.
Ela treme, entra o enfermeira e aplica uma injeção nela ela para e dormi.
Sílvia fica a olhando por algum tempo e se retira.
Aristóteles entra em um deposito, abre a caixa e tira uma cartela e pega um comprimido e o esfarela e cheira .
- Cocaina .
Os homens são presos.
Arrombam o apartamento onde estão Bárbara e Renato.
Ela é presa.
- O que está acontecendo ?
Renato tenta fujir pela janela, mas é jogado no chão e é preso.
Bárbara olha Renato algemado.
- Sabe que o que está acontecendo aqui menina ele trabalha para seu pai, é traficante de cocaina.
Bárbara e levada até um jatinho e Renato vai com Aristóteles no navio, e é algemado no mastro.
- Vamos dá um passeio.
Bárbara é levada ao hospital e entra a medica com o resultado
- Já posso sair daqui ?
- O seu exame deu possitivo para ovírus da AIDS.
Não pode ser. Ta errado ! Eu não sou soro possitivo.
-Fizemos o exame duas vezes. Pessoas com quem você envolveu tem vários parceiros e compartilham seringas.
-Sai.Vai embora!- ela chorando, se encosta numa parede e desce sentando no chão.
-tem pessoas que conseguem conviver com a AIDS, podem ter uma vida normal.
-Vida normal? Estou com uma sentença de morte nas costas. Eu vou morrer! – ela grita, coloca a mão na cabeça.
A m´dica a deixa sozinha.
No návio Renato conseguem soltar a algema olha para os lados, corre e pula, cai na água, começa anadar.Os policiais atiram nele.
-Voltem com o návio. – ordena Aristóteles.
-Não dá senhor.
-Droga.
Renato nada muito, está cansado, olha para todos os lados, nenhum sinal de terra firme, até o návio desaparecer na imensidão.
-Não! – grita e não é ouvido.
Branca é levada a sala de visita e ver a filha lá. Ela senta-se.
-Como foi em Paris?
-Eu não estava em Paris, fui para Milão com um dos homens do papai. Os nossos bens estão apreendidos. A senhora foi presa por tráfico.
-Uma injúria, só acharam 9 quilos comigo.
-Estou com AIDS.
Branca se levanta e se afasta da filha.
-Guardas!...Guardas!
-Eu sou sua filha! – ela grita.
-Eu não pedir que você se envolvesse com bandido.
-A senhora também é bandida.
Chegam os guardas.
-Me tirem daqui. – pede Branca.
Ela se retira com os guardas, Bárbara começa a chorar.
Cosme chega em casa e ver Manuela vomitando no vaso sanitário, a leva para o sofá.
-O que houve?
-Eu estou grávida. – mostra o teste de farmácia.
-É dele?
-Não.
-Mentira. Como você pode saber se é meu? Transou com os dois.
-É seu porra! – ela grita.
-Não, é dele.
-Seu cú.
-É dele.
-Se cú. Se não acredita em mim é melhor terminar. – ela chorando –Eu podia muito bem dizer que era dele, agora ele tá rico.
Ele toca na barriga dela, está com os olhos lacrimejados.
-Um filho. – sorrir –O que vai ser dele?
-Mate Damião. – ele olha para ela – Assim garantiremos um futuro para o nosso filho.
Depois se encontram com Damião que está cheio de ouro, terno e gravata.
-comprei presentes para vocês.
Um vestido para Manuela e um relógio para Cosme.
-Obrigado.
Manuela olha para Cosme.
Damião vai para um bar, sai já tarde da noite, a rua está deserta.
Cosme aparece atrás dele, Damião vira-se.
-Irmão.
Cosme levanta uma arma, está chorando.
-O que é isso? – Damião pergunta.
Mas Cosme não responde e começa a atirar um total de cinco tiros.
Damião cai no chão, se aproxima Manuela, Cosme se ajoelha.
Cosme e Manuela levam o corpo a uma construção abandonada e o deixam lá.
Depous voltam para a casa, na cama, ela sentada encostada na cabeceira da cama de calcinha e com uma blusa de botão aberta, Cosme só com um short, chorando deitado no colo de Manuela.
Pelo resto da madrugada Cosme treina a assinatura de Damião. Ela se aproxima para ver , comendo uma maçã.
No dia seguinte vão a agência, ele falsifica assinatura de Damião e pegam o dinheiro.
Lara chega ao hospital e não ver o noivo no leito. Ela vai falar com a enfermeira.
-Onde está o rapaz que estava nesse quarto?
-Foi transferido, acordou do coma, está fazendo uns exames.
Ela depois foi se encontrar com ele no novo quarto.
-Amor.
-Tudo bem?
-Tudo. Quanto tempo eu fiquei em coma?
-Cinco anos.
-Nossa! Quando sair marcamos de novo o nosso casamento.
Ela chorando.
-Não, não Fábio. Eu não vou casar com você.
-Está com outro homem?
-Claro que namorei outros homens enquanto você estava em coma. Eu pensei que você nunca mais iria acordar.
--Te amo. Eu paro de usar cocaína.
-Você não tem que parar por minha causa, e sim pela sua. Você perdeu cinco anos de sua vida, perdeu tantas coisas. Eu não te amo mais.
-Me disseram que você me visitava todos os dias. – ele chorando.
-Eu tive pena de você, agora só tenho um carinho fraternal por você. – vai alisar o rosto dele – Podemos ser amigos.
-Saia, não quero ser seu seu amigo. – ele vira o rosto.
Ela se retira.
Depois vai até a delegacia para entrevistar Pedro Archanjo.
-Pedro Archanjo?
-Sim. Quem é você?
-Sou do Tribuna Carioca. – oferece a mão.
-Não dou entrevistas para jornalistas. Vocês colocam os viciados, os traficantes fazendo uma história miraborante. Coneço tipos como você. Falam mal dos quew usam, mas não passam também de um bando viciados desde da época da faculdade.
-Você não pode julgar assim todos, ou acha que só tem gente boa na polícia?
Ele não responde.
-É só issso?
-É.
Ela se retira e encontra o colega de trabalho.
-Sujeito idiota.
-Não conseguiu a entrevista?
-Não.
-Já vou.
-tá.
Ele sai com a moto e ela entra no carro, mas o carro não pega.Ela sai, está vindo Pedro Archanjo.
-Com problemas?
-Não te interessa.
-Eu te dou carona. Mora aonde?
Ela o olha.
-Desculpa pelo o que eu disse.
-Está bem.
Ela entra no carro dele, ele a leva até em casa.
-Obrigado.
-de nada.
Ela sai do carro.
-Qual o seu nome?
Ela vira-se.
-Lara.
-Lara se quiser eu te dou a entrevista.
-Certo.
-Amanhã levo o seu carro para o conserto, eu pago, é uma forma de me desculpar por ter te destratado.
-Obrigado, mas eu gosto de pagar eu mesma minhas contas.
Ela entra e ele se retira.
Em casa, o rosto dela não saia da cabeça dele. Tinha um rosto angelical, branquinho, com um sinal perto da boca, parecia uma boneca de porcelana. Linda. O seu resto doce e meigo não parecia nada com seu jeito explossívo, rebelde. Lara... lara...lara ele dormiu repetindo o ome dessa lina mulher .
É marcada a acareação com o juíz com Dona Branca de Melo Trindade. A frente da Comarca está cheio de curiosos e jornalistas, entre eles, Lara e o seu colega .
Branca chega na viatura , tiram várias fotos , ela está de óculos escuros e algemada, ao lado dela o advogado.
- A senhora ganhava quanto traficando?
-É verdade que a senhora fabricava ternos recheados de cocaína.
-Deixem minha cliente por favor.
-O que a senhora tem a falar da conta na Suíça? –Lara pergunta.
Ela vai entrar na Comarca, vira-se e dá uma banana para a imprensa, esta retibui tirando9 fotos. Ela entra.
-Tirou a foto? –Lara pergunta ao colega.
-Tirei.
-Chega outra viatura, a multidão se dirige toda para o outro carro.
Saem Carolina, Rafael e Pedro Archanjo.
-Eles não irão responder nenhuma pergunta.
Eles vãso subindo a escada, ele ver Lara.
-Você aqui??
-É, sou igual ao senhor, não tenho direito a feriado. E você tá fazendo o que aí?
-Vim acompánhá-los. –Ele se retira.
Ela vira-se para o seu colega.
-Dê uma volta por toda Comarca. Temos que descobrir em que salas eles estão. E torcer que as janelas sejam trasparentes para fazer uma boa foto. Anda.
Ele se retira. Ela senta-se no gramado aguardando o fim da acareação.
Na sala aguardando ser chamada Branca com o seu advogado.
-Negue, sempre negue. A lei te protege.
-Espero. Que você está sendo muito muito bem pago. E já foi resolvido os problemas com os meus bens?
-Ainda estão apreendidos.
-E o meu marido?
-Nenhum sinal dele.
Ela é chamada.
-Vamos.
Ela entra na sala e senta-se.
-Senhora Branca de Melo Trindade, a senhora é acusada de tráfico de drogas, formação de quadrilha, lavagem de dinhero, sonegação fiscal. O que tem a dizer sobre essas acusações.
-São todas falsas meritissimo.
-Quando a senhora foi presa estava em posse com 9 quilos de cocaína. Tem uma conta conjunta em 50 milhões na Suíça com o seu marido.
-Eu não tenho nada haver com as sujeiras do meu marido.
-Ela é estilista meritissimo. –fala o advogado –Conhecida mundialmente.
-Fabricava ternos recheados com um quilo de cocaína , os desfiles não podiam ser filmados e as notas fiscais eram frias.
-Calúnia, estou sendo vítima dessa sociedade , eu posso ser muito bem uma usuária .
-A senhora convivia com o seu marido. Casada há 26 anos. E asenhora quer me dizer que não sabia de nada dos negócios do seu marido.
-O marido pode muito bem ser outra pessoa dentro de casa meritissimo.
-Ela foi presa em flagrante oferecendo cocaína para as suas clientes. A senhora também vendia nos seus desfiles no estrangeiro?
-eu não sei do que o merritissimo está dizendo.
-Entra Carolina Bastos.
Ela entra e senta-se de frente com Branca.
-O que é isso? Ela vai ser interrogada comigo? Nem a conheço. –se levanta.
-Contenha-se Dona Branca.
-Sente-se Branca. –o advogado.
-Carolina você é acusada de tráfico de drogas , homicídio,. Ocultação de cadáver, formação de quadrilha, crime contra o menor, furto, pirataria de jóias. O que tem a dizer sobre esses crimes.
Ela come3ça a chorar a chorar.
-Cometeu esses crimes Dona Carolina? Conhecia pessoalmente a senhora Branca?
Não, meritissimo. Só tive contato com o marido dela.
-A senhora matou o seu marido?
-Sim. Eu era muito infeliz com ele, me envolvi com paulo, me apaixonei por ele . ele pediu que fugisse com ele, mas tinha medo do meu marido, ele me espancava todos os dias. Até o dia em que taquei fogo nele vivo.
Branca começa a rir.
-Meritissimo, o senhor vai acreditar nessa historinha da carochinha.
-Dona Branca se dirija a mim quando eu pedir.
-branca cale-se. –pede o advogado.
-A senhora com o seu falecido amante entraram nos Estados Unidos com meninas recheadas de cocaína. Foi presa em flagrante negociando cocaína.
-Eu assumo os meus crimes.
-Que bonitinho e comovente. - Fala Branca.
-A senhora tinha conhecimento que era vendido cocaína nos desfiles da senhora Branca?
-Não, mas a quantidade de drogas no estoque, o plano miraborante e asituação suspeita.
-Vagabunda!
Branca se levanta e puxa os cabelos de Carolina.
-Vadia.
Policiais apartam a briga.
-Louca. –fala Carolina.
-Me soltem. Vocês estão diante de Branca de melo Trindade. Eu fiz história na moda.
E agora nas páginas criminais dona Branca. Recesso de uma hora. –ele se retira.
-Você estragou tudo Branca.
-Pois concerte. É pago pra isso.
Carolina é levada pelos policiais, está com sorriso nos lábios.
-O que foi? Pela quantidade de crimes que você tem . Você vai apodrecer na cadeia infeliz .
-Mas serão anos que pagarei satisfeita só em ver uma madame como você atrás das grades. –ela é retirada.
-Que sujeitos que o meu marido me obriga a conviver.
Carolina está saindo da Comarca.
-A senhora vai voltar pro hospital/
-ela está sendo levada para um presídio, lá aguardará o julgamento.
Entra no carro. A imprensa depois recebe um documento contendo a primeira parte da acareação.
-Nossa que sujeitinha baixa é a Dona Branca. Como eu queria ver ela descer do salto. –fala Lara.
-A senhora como tem uma conta conjunta com o seu marido e não sabe para que ela servia. Não é uma prova suficiente que a senhora fazia parte da quadrilha.
-Vamos. Continue. O que mais?
-Meritissimo, perdõe minha cliente, ela está nervosa.
-Quem te fornecia? Quem ordenava fabricar os ternos? Quem lucrava.
-Eu! Eu! Eu! Eu tenho dinheiro suficiente pra isso. Se eu quiser eu compro até essa Comarca. Quem garante que sua esposa ou filhos não compram droga na mão do meu marido. É um negócio como outro qualquer. Que país falso moralista. É terceiro mundo.
-branca.
-Me deixa. Me prendam logo. Dia ou menos dia eu vou está solta, tudo é uma questão de dinheiro nesse país.
O advogado se retira, ela senta-se.
-Parabéns Dona Branca nunca vi uma pessoa tão... bandida. Entre rafael paranhos.
-Tráfico de drogas, formação de quadrilha. O que tem a dizer sobre esses crimes?
-Eu os cometi.
-Não, só o marido.
-O senhor já tinha sido condenado por tráfico.
-sim, meritissimo.
-O senhor foi a Cuba, a China e a uma favela do Rio, onde hopuve troca de tiros com policiais e traficantes. Foi fazer o que nesses locais?
-Vender cocaína.
-Quanto Sérgio prometeu a você?
-10 milhões.
-Conheceu Pierre, Maria Clara e Paulo?
-Sim, eles também participaram da Rota 21.
-Que data você e os outros se reuniram para saber o plano?
-Cinco de fevereiro.
-Você se acha pior do que Dona Branca por ser de outra classe social, de outra cor. Mesmo que tenha cometido oi mesmo crime que ela tenha cometido o mesmo crime que ela.
Rafael olha para Branca.
-Não, tenho os mesmos direitos que ela e dizem que a justiça tem que ser imparcial.
-Dona Branca será levada a um presídio feminino e lá aguardará o seu julgamento que deve ocorrer até o fim desse ano. Rafael também será transferido para um presídio para aguardar o seu julgamento.
Eles são algemados e o juíz se retira. Ela é retirada da Comarca não escuta as perguntas dos jornalistas que são feitas a ela.Nem nota que está sendo fotografada.
Ela entra na viatura e é levada até a penitenciária, lá, ela tira os brincos, pulseiras, colar, presilha, se veste com a roupa de presidiária. É levada até a cela.
As colegas de cela a olham.
-o que estão olhando? Eu vou sair muito antes que vocês pensam, tenho dinheiro, muito dinheiro. Cadê a minha cama?
-tem pouco colchão, tem que dormir no chão boneca, se haver espaço no chão, porque aqui está lotado querida. Agora cale a boca.
Ela senta-se num canto da cela ao ver a grade teve a certeza que estava presa.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Ao mundo dos sonhos - interlúdio II
Jornada, árdua e dolorosa jornada
Carolina, totalmente confusa, só queria voltar para casa
Para sua vida pacata, simples em que nunca houvera problemas
Agora estava a andar lentamente por uma terra que nem mesmo sabia se existia
E o pior de tudo: sua pobre mente tão cansada de dilemas
Confiando cegamente na guardiã, seguiu em busca da mulher chamada Sydra
Nem sabia se ela poderia ou gostaria de ajuda-la
Mas não tinha opções, achar essa mulher era, aparentemente, a única saída
Andou durante meses, e conheceu lugares e pessoas em sua jornada
Irrevelantes a nossa história são os caminhos que ela percorreu
Mas saiba que ela enfrentou o que em nossa terra chamamos peleia
Visitou o país de gelo, desmascarou um homem que se denominava Deus
Passou pela cidade das máquinas, lhe devolveu a beleza da colheita
Mas havia algo que ela não percebeu, estava sendo seguida
Um homem que vestia sempre vermelho a observava nos lugares por onde ia
Quando notou sua presença, Carolina lembrou do que disse a guardiã e assim começou a corrida
Pelos céus, o que aquele ser estranho com ela queria?
Ela fugia, e o mago ia atrás
Se escondia, e ele desaparecia durante um tempo,
Quando achava que ele a perdeu, o homem aparecia, mas nunca se aproximava
Certo dia, ela cansou-se e o desafiou.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Ao mundo dos sonhos - interlúdio I
Carta de Renato para Carolina
A Carolina
Falta-me o ar
Falta-me o chão
Seu olhar, seguro
Falta-me a razão;
Falta-me o som
Calado, com medo de adormecer
com medo de acordar no vazio
Falta-me a escuridão
Sobra-me o mar
Sobra-me o mar
Sobra-me então
Saudades no coração
Renato
Carolina nunca receberia esta carta.
Uma coisa pra te contar
NOTA SOBRE A EXCLUSÃO DESTE POST:
Sou formado em produção audiovisual, transformei o conto que antes havia colocado aqui em roteiro e resolvi reunir a turma da faculdade para produzirmos este curta-metragem. E, por segurança, resolvi tirá-lo da internet (pelo menos por enquanto). Aos que não tiveram a oportunidade de lê-lo desculpas, mas em breve poderão assisti-lo.
Luiz Ricardo
Sou formado em produção audiovisual, transformei o conto que antes havia colocado aqui em roteiro e resolvi reunir a turma da faculdade para produzirmos este curta-metragem. E, por segurança, resolvi tirá-lo da internet (pelo menos por enquanto). Aos que não tiveram a oportunidade de lê-lo desculpas, mas em breve poderão assisti-lo.
Luiz Ricardo
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